Professores de Educação Física de escolas e entidades de Bauru foram orientados sobre como treinar atletas deficientes.
Professores de Educação Física de entidades e escolas públicas e particulares de Bauru participaram de um seminário, na tarde de ontem, em que receberam orientações sobre treinamento de deficientes mentais para participação no Programa Olimpíadas Especiais. O evento foi realizado no salão do Wal Mart, e ministrado por uma equipe da Associação Olimpíadas Especiais Brasil.
De acordo com Vanilton Senatore, diretor de esportes das Olimpíadas Especiais Brasil, o projeto foi criado em 1968 e é o maior programa mundial em deficiência física, contando com a participação de 153 países. De quatro em quatro anos, são realizadas as Olimpíadas Especiais de Inverno e as Olimpíadas Especiais de Verão que, intercaladas, resultam em competições mundiais a cada dois anos.
No Brasil, o programa teve início em 1990, em Brasília, estendendo-se, posteriormente, a 12 Estados do País. No Estado de São Paulo, o programa foi implantado em 1991.
O objetivo do seminário que foi realizado ontem foi informar os professores de Educação Física sobre o funcionamento do Programa Olimpíadas Especiais para que deficientes mentais de Bauru possam participar dos próximos jogos. No aniversário de Bauru, estivemos aí e fizemos uma apresentação inicial sobre o que é o programa. Agora, nós vamos falar sobre a filosofia do programa e sobre o que o diferencia dos programas normais. Posteriormente, vamos acompanhar esse trabalho e promover eventos, expôs Senatore.
Os atletas especiais de Bauru, recebendo o treinamento, já poderão participar dos jogos estaduais deste ano, que serão realizados em Itanhaém, de 6 a 11 de novembro. O seminário com os professores é importante para preparar as pessoas de Bauru para participar dos jogos, disse Senatore.
A implantação do programa no Brasil não tem muitos obstáculos já que há muitas pessoas que conhecem as atividades esportivas e trabalham com deficientes mentais. A vantagem, no Brasil, é que as pessoas que atuam no esporte são formados ou estudantes de Educação Física, observou.
Em 2002, haverá os jogos nacionais, em Sorocaba. O próximo mundial está previsto para 20 a 29 de junho, em 2003, na Irlanda.
Também são realizados em cidades do Estado, como Campinas, Jundiaí e São Paulo, festivais de um dia para que os atletas que estão em treinamento adquiram experiência.
As modalidades praticadas no Brasil pelo deficientes mentais são atletismo, bochas, ginástica artística, ginástica rítmica desportiva, natação, patinação de velocidade sobre rodas, tênis, futebol, futebol de salão, basquete, handball, hóquei sobre piso e patinação de velocidade no gelo.
Um dos principais aspectos da filosofia do programa é que todos os deficientes mentais podem participar, ainda que não tenham bom rendimento. Olimpíadas Especiais é um programa de inclusão através do esporte. Não trabalhamos só com os melhores, trabalhamos com todos e é importante que o profissional entenda essa filosofia - que todos os deficientes mentais, a partir de 8 anos de idade, podem participar do programa. A exigência é que tenha um mínimo de oito semanas de treinamento, que é uma preparação para o que ele vai fazer, para que ele conheça as regras da atividade, explicou Senatore.
O trabalho da Associação Olimpíadas Especiais Brasil já está sendo desenvolvido em cidades próximas, como Marília, Penápolis e Araçatuba. Uma equipe de Penápolis já representou o Brasil nos jogos mundiais de inverno, em 1997, no Canadá.
Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-112571 ou pelo site www.olimpiadas especiais.com.br.