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Conferência discute a situação de menores

Redação
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Autoridades, instituições e pessoas envolvidas com as políticas públicas voltadas às crianças e adolescentes participaram ontem da 4ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. O lema escolhido foi Violência é Covardia; as marcas ficam na sociedade.

O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, padre Raolino Coan explicou que a conferência municipal é uma exigência de uma lei editada em 1990.Estamos na quarta edição, enquanto que a cidade de São Paulo vai realizar a primeira.

Apesar das discussões estarem adiantadas na cidade, o presidente lamenta que as diretrizes, das conferências passadas, ainda não sairam do papel. Na terceira conferência discutimos o número de vagas nas creches. Pedimos mais seis creches e citamos os locais. Somente três estão sendo construídas e mesmo assim, a prefeitura não pode promover a inauguração por força da Lei Fiscal que impede novas contratações.

Pelas contas do padre, há em Bauru cerca de 2.500 crianças sendo atendidas em creches municipais. Há uma demanda de cerca de 800 aguardando vagas. Este é um problema que temos urgência em resolver.

Outra necessidade urgente para a cidade, segundo o presidente, assunto discutido na 4ª conferência, foi a instalação de um abrigo para crianças em situação de risco. Há mais ou menos um ano, tínhamos 90 menores nas ruas da cidade. Hoje, temos quase 200, 130 que perambulam no centro comercial.

Sem abrigo para recolher os menores e reeducá-los, o conselho fica sem saída para resolver os problemas. Na cidade há uma única entidade que acolhe menores de rua. Tem 50 vagas para este público e mais 50 para aqueles que já se envolveram com drogas.

O padre comentou que a instalação de uma unidade da Febem, dedicado a crianças em situação limite é uma realidade que vai exigir muito trabalho.É díficil recuperar essas crianças. Temos que acolher, são menores de Bauru e região. Vamos discutir este assunto seriamente, mas pretendemos desencadear ações para que as crianças não cheguem no fim do túnel.

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