As 14 novas salas, que custaram R$ 700 mil, serão utilizadas pelos cursos de graduação das três unidades universitárias
O vice-reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), professor Paulo Cezar Razuk, o secretário-geral, professor Osvaldo Aulino e outras autoridades estarão no câmpus de Bauru hoje para participar de cerimônias de inaugurações da central de salas de aula e de reformas da sala 1, que foi transformada em um auditório com capacidade para 200 pessoas.
Segundo o diretor administrativo do câmpus, professor Ivan Valarelli, a construção da central, que abriga 14 salas de aula, um anfiteatro e sanitários, foi realizada através de recursos repassados pela Reitoria. A obra, iniciada na gestão anterior, custou cerca de R$ 700 mil. As 14 novas salas de aula, construídas logo na entrada do câmpus, serão utilizadas pelos cursos de graduação das três unidades universitárias, talvez um pouco mais pelos cursos da Faculdade de Ciências e da Faac cujos departamentos ficam mais próximos da Central, explicou o diretor.
O auditório da central, com capacidade para 180 pessoas, será equipado com sistema de som, em fase de instalação, e de áudio-visual. Da mesma forma, a sala 1, depois da reforma, tornou-se um auditório com som, ar condicionado, cadeiras estofadas e, em breve, receberá tela eletrônica para projeção. São dois novos espaços para a realização de eventos de diversas naturezas, era uma das maiores deficiências no câmpus, lembra Valarelli.
A transformação da sala 1 foi possível graças a uma parceria entre a administração central do câmpus e a Reitoria, foram investidos cerca de R$ 80 mil na reforma. A partir de segunda-feira, a sala 1 passará a ser denominada Auditório Antonio Manoel dos Santos Silva, uma homenagem do Grupo Administrativo do câmpus de Bauru ao ex-reitor da Unesp. Após as cerimônias de inauguração, o professor Antonio Manoel dos Santos Silva vai proferir, no Auditório, uma palestra sobre o tema Literatura e Representação Acadêmica.
Racionalização de recursos
Conforto Ambiental é o emprego de um conjunto de técnicas de solução de projetos e de tecnologias no sentido de criar um ambiente agradável visando a otimização de recursos, principalmente com o racionamento de consumo de energia elétrica.
Embora seja visto com maior importância desde a década de 70, a partir da crise do petróleo, o conforto ambiental só se tornou disciplina obrigatória no currículo dos cursos de arquitetura em 1994 e novas normas a serem aplicadas nos projetos arquitetônicos tramitam pela Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT).
Na Faac, o curso de Arquitetura, Paisagismo e Urbanismo dedica uma especial atenção à área. Um grupo de docentes criou o Núcleo de Conforto Ambiental que tem como principais objetivos a conscientização de alunos e profissionais de Arquitetura e Engenharia sobre a importância dos parâmetros ambientaiss nos projetos arquitetônicos incentivar a formação de alunos na área, através de orientação de pesquisas de Iniciação Científica, participação em extensão à comunidade e atividades do Laboratório Didático de Conforto Ambiental; produzir material didático de conforto ambiental; propor as linhas de pesquisa na área; integrar a área de conforto ambiental às demais, através do apoio aos projetos desenvolvidos no Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo e prestar serviços à comunidade na área de conforto ambiental através de cursos, palestras e assessorias.
O arquiteto João Roberto de Faria acrescenta que hoje já existe um enfoque para a utilização de materiais recicláveis , de sustentação econômica e outras preocupações que visam garantir o conforto ambiental com a otimização de recursos. Existem diversos pesquisadores estudando o assunto no Brasil e, apesar de difícil, existe a forte intenção de conscientizar não só os profissionais da área, como toda a população sobre a importância do tema, diz Faria.