As polícias Civil e Militar de Bauru e de todos os demais 142 municípios da área de atribuição do Departamento de Polícia Judiciária - 4 (Deinter-4) e Comando de Policiamento do Interior - 4 (CPI-4) estão afinados e integrados para o desempenho das atividades de segurança pública. O comandante do CPI-4, coronel Helder Pereira, e o diretor do Deinter -4, Anivaldo Registro, destacam a importância de já estarem trabalhando juntos.
Eles explicam que a Constituição Federal, no artigo 144, expressa claramente as competências de cada uma das polícias. Portanto, seriam como uma só polícia, já que o povo não distingue uma da outra e a elas credita ou critica quando acertam ou erram. Ainda que à Polícia Civil caiba a investigação e o inquérito policial e à Polícia Militar o policiamento ostensivo fardado de rua, ambas têm atuado juntas em operações de polícia e se completam nas dificuldades. Não há mais espaço para contendas ou disputas de poder. Uma não se subordina à outra. Uma não dita ordens à outra. Ambas têm o dever de se entenderem, de conversarem, de trocarem informações, de solicitar apoio e de responderem ao que lhes forem cobrado, colocam.
Destacam que as duas polícias têm um chefe em comum: o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Os integrantes da cúpula das duas instituições seriam aplaudidos ou cobrados, à medida em que os índices de criminalidade baixam ou aumentam, respectivamente.
Pereira e Registro salientam que unificação, não é mal-vinda. É que não sabemos como ela possa se efetivar e que, no momento, ela é inviável. Daí dizermos que somos desfavoráveis. Cada uma das polícias tem sua cultura, sua estética, o seu amor às raízes, as suas preocupações, as suas leis e suas regras. A integração policial é a forma mais adequada para o momento. É um princípio e um passo importante para a unificação futura.
Agora, como deverá ser essa polícia única? Civil ou militar? Civil ou para-militar? Quais as vantagens e desvantagens? O que será melhor para a sociedade? Uma lei será suficiente para mudar o pensamento ou o comportamento, no tocante a ser civil ou militar? Que tipo de polícia o povo quer realmente? São questionamentos que Pereira e Registro não vêem como prioritários. O importante disso tudo é que nós das polícias Civil e Militar estamos trabalhando juntos. Nos respeitando e sabendo o que somos e podemos fazer. E sabemos, acima de tudo, que isolados não iremos a lugar algum. Se juntas, integradas, já é difícil, quanto mais disputando mandos ou territórios.