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Professores da Unesp cogitam greve

Redação
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A decisão sobre a paralisação será tomada após a próxima reunião com os reitores, que deve ocorrer até o final do mês.

A possibilidade de uma paralisação entre os professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) aumentou, devido à irredutibilidade dos reitores das universidades públicas do Estado de São Paulo quanto ao reajuste salarial. Uma decisão sobre as próximas medidas será tomada pelos docentes e funcionários após a próxima reunião com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), que deverá ser realizada entre os dias 20 e 28 deste mês.

Em reunião realizada na última sexta-feira, dia 10 de agosto, representantes das Associações de Docentes da Unesp de todo o Estado decidiram aguardar a próxima rodada de negociações com os reitores para tomar uma posição sobre uma eventual paralisação, cujas possibilidades de ser realizada aumentam. A próxima reunião entre Cruesp e Fórum das Seis deverá ser realizada entre os dias 20 e 28 de agosto, em Campinas. A data será fixada pelos reitores. A informação é do professor Norival Agnelli, presidente da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp) de Bauru.

O reitor da Unicamp disse para os professores tirarem o cavalinho da chuva porque não haverá reajuste. Essa foi a expressão que ele utilizou. Esse endurecimento nas negociações aponta para uma possibilidade de paralisação, mas nós vamos aguardar a conversa com os reitores, afirmou.

De acordo com o professor Geraldo Bérgamo, do Departamento de Matemática da Unesp de Bauru, no dia da reunião com os reitores, os câmpus da Unesp deverão enviar caravanas para uma manifestação em Campinas. Ele afirmou que, na plenária das Adunesps, na sexta-feira passada, foi mantido o indicativo de greve para setembro e uma continuidade do processo de mobilização.

Agnelli acrescenta que os câmpus da Unesp mais mobilizados são os de Marília, Assis e Bauru. Os demais estariam aguardando posições tomadas pelos três.

As reivindicações por parte dos professores universitários vêm desde o semestre passado, período em que os docentes chegaram a cogitar a possibilidade de greve, em razão do endurecimento da posição do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) sobre a questão salarial.Vale lembrar que os professores pleiteavam 13,5% de reajuste no semestre passado, mais política salarial. Os reitores ofereceram apenas 6%.

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