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Greve impede pagamento de benefícios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Segurados do INSS não poderão receber o pagamento de benefícios durante a greve dos servidores públicos federais.

De acordo com a gerente executiva da agência da Previdência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Bauru, Maria Lúcia Alves Pfeifer, o principal reflexo negativo da greve dos servidores públicos federais para os segurados é a impossibilidade de receber os benefícios. Quem protocolou o pedido de retirada antes da agência local aderir ao movimento grevista não terá problemas, já que o pagamento é feito via instituições bancárias. Mas quem quiser requerer o pagamento de benefícios do INSS a partir de agora, não conseguirá receber até o final da greve, que continua mantida por tempo indeterminado.

De acordo com Maria Lúcia, um outro problema pode ocorrer no setor de perícia médica, que é considerado essencial e continua em atividades. Porém, os atendimentos estão sendo realizados apenas para os casos que já haviam sido agendados até os funcionários da Previdência em Bauru aderirem à greve geral, o que ocorreu ontem. Quem está sendo atendido são as pessoas que já tinham agendado a perícia médica antes da greve. Se depois que terminar o agendamento os funcionários ainda estiverem em greve, não serão marcados novos atendimentos. Ou seja, os auxílios novos não serão atendidos, explica.

Em relação ao recebimento de benefícios por parte dos segurados que ainda não protocolaram o pedido de retirada, a gerente da agência local diz que existem duas opções para amenizar a situação, garantindo a data de registro do protocolo. Isso poderá ser feito pelos segurados que recebem pensão por morte, auxílio-doença e auxílio-maternidade, através da Internet - no site www. previdenciasocial.gov.br - ou pelos Correios. Para essa segunda opção, o segurado deverá tirar xerox de todos os documentos necessários, fazer o pedido de retirada do benefício e entregar o requerimento nas agências dos Correios.

Essas opções só podem ser utilizadas para quem recebe pensão por morte e os auxílios doença e maternidade. Mesmo assim, isso servirá apenas para o segurado garantir a data de requerimento do seu benefício, e não para receber o pagamento, pois com os funcionários em greve não é possível analisar os pedidos. Dessa forma, quando a greve acabar os primeiros segurados que tiverem registrado o requerimento, serão os primeiros a ter os pedidos de retirada de benefício analisados, explica Maria Lúcia. As dúvidas podem ser sanadas através do Prevfone, no 0800-780191 (ligação gratuita).

A gerente executiva do INSS-Bauru diz que, apesar dos prejuízos para os segurados, o relacionamento entre funcionários grevistas e a gerência tem sido bom. Os grevistas estão bastante conscientes e nós esperamos que as reivindicações da categoria possam ser atendidas, diz Maria Lúcia Pfeifer.

Andes aderirá à greve

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), informou que a categoria irá aderir à greve dos servidores públicos federais no próximo dia 22. Para essa data está prevista uma nova etapa do movimento, quando várias outras categorias suspenderão as atividades. A nossa paciência chegou ao limite, disse o vice-presidente da Andes, Fernando Molinos. Existem aproximadamente 69 mil professores universitários filiados ao Andes.

Os cerca de um milhão de funcionários públicos reivindicam reajuste salarial de 75,48%, que corresponde às perdas referentes ao período de janeiro de 1995 a dezembro de 2000, entre outras solicitações.

Em nível nacional, as categorias que aderiram ao movimento grevista são Andes (docentes do ensino superior); Assibeg (trabalhadores do IBGE); Condsef (Confederação Nacional dos Servidores Federais, incluindo, entre outros, os trabalhadores dos Ministérios e da Biblioteca Nacional); Fasubra Sindical (técnicos das universidades federais); Fenafisp (fiscais da Previdência); Fenajufe (trabalhadores da Justiça Federal);

Fenasps (trabalhadores da Previdência e da Saúde); Sinasefe (trabalhadores das escolas técnicas federais); Sindilegis (trabalhadores do Legislativo); Unafisco Sindical (auditores fiscais do Tesouro Nacional) e CNTSS (trabalhadores da Seguridade Social INSS).

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