Geral

Procurando caminhos

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

Tirando a poeira dos livros e das prateleiras de nossa biblioteca, caiu em nossas mãos uma obra que já possuíamos há algum tempo, dada por um bondoso amigo, mas que ainda não havíamos tido a oportunidade de perlustrá-la na íntegra. Tínhamos nos detido na leitura de algumas poesias de seu autor, unicamente. Gostamos e admiramos do conteúdo de todas elas, mas cadê ensejo de prosseguirmos na interiorização do resto? Seu nome: Canção dos Caminhos. Seu autor: Héber de Lima. Quem é ele? Escritor, jornalista e poeta emérito, produtor de muitas obras de consumo fabuloso no campo da literatura. Suas denominações: Uma rosa me disse, A valsa das flores, Ciranda, Reflexos, Feliz aniversário, Amor-eterna canção, Beleza é fundamental, O amor é mais forte, Corações em órbita, Já fez a sua canoa?, Caminhos do arco-iris, Entre sem bater, Viagens ao redor da vida, Contemple para amar, Por um amor maior, A flor de dentro e Baronesa. Livros assim, incentivando a todos para a defesa da vida num mundo desesperado com tantos suicídios e assassinatos, além de outras violências.

Mas, voltando ao que o acaso colocou sobre nossos dedos, cabe-nos perguntar: os caminhos têm canção, realmente? Como é ela? Como se pode ouvi-la e até cantá-la? Sim, há por aí, muito bem, a Canção dos Caminhos. Saia-se à janela ou ande-se pelas estradas da vida e a encontraremos em muitos campos e paisagens. No da existência, por exemplo, vêmo-la encrustada apegadamente nos corações dos seres bondosos. Héber, que sempre as vê, se desmancha, cantando: Eu gostaria de ser caminho de água serena, lisinha como um espelho, retratando árvores, núvens e céu azul dentro de mim. Entretanto, não fica somente na divagação do poeta a bela Canção Caminhos, eis que a descobrimos também nas núvens claras, querendo falar-nos de paz e harmonia; nas nuvens pardacentas, pretendendo advertir a humanidade para os perigos que a rondam por todos os lados; nas nuvens azuis, as quais, ainda que não se pareçam verdes, fazem transparecer a certeza da esperança, e, as nuvens negras, prognosticando tempestades destruidoras. E vai além o escritor, escrevendo: Ruas também são caminhos/ com livres faixas de asfalto/ por fora não têm espinhos/ mas têm violência de asfalto. E aí está a Canção dos Caminhos da vida, cumprindo às pessoas usar o seu talento para descobrir a mais bonita a fim de subir as montanhas da existência sem se cansar, sem deixar que a sua felicidade despenque na descida do morro... É a nossa opinião.

(*) O autor, N. Serra, é o Jornalista Responsável do JC e Delegado Regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

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