O vigia da antiga fábrica da Antarctica, preso pela polícia, confessou o crime. Ele disse que se desentendeu com a vítima.
Maria de Fátima Morijo, 46 anos, foi assassinada por volta das 2 horas da madrugada de ontem, na antiga fábrica da Companhia Cervejaria Antarctica de Bauru, que fica na quadra 8 da rua Marcondes Salgado, na Vila Antarctica. O vigia noturno da fábrica, Evandro Silva Rodrigues, 27 anos, morador no Jardim Carolina, confessou que matou a mulher a pedradas.
Ele também confessou ao delegado Ismael Cavalieri, do 3.º Distrito Policial, que efetuou o flagrante, que escondeu o corpo numa vala para escoamento de água e cobriu-o com folhagens. O vigia teria conhecido Maria de Fátima num bar localizado nas proximidades de seu local de trabalho, aproximadamente à 1 hora da madrugada, quando teria saído para comprar cigarro.
Em seu relato à polícia, ele confessou que eles foram juntos para a fábrica, com a intenção de manter relações sexuais. No local, ela teria despido a parte inferior de suas roupas e levantado a blusa, enquanto ele estaria com o zíper da calça aberto. Já deitados no chão da guarita, ela teria perguntado a ele quanto poderia pagar pelo programa.
Conforme confessou à polícia, ele alegou que não tinha dinheiro para pagá-la e que teria, inclusive, mostrado sua carteira. Em virtude da divergência, Rodrigues contou que pegou um bloco de concreto que servia de peso para segurar a porta e acertou a cabeça de Maria de Fátima. Como a vítima agonizava, ele teria golpeado sua cabeça com o bloco de concreto mais três vezes.
Após o assassinato, o corpo da vítima foi arrastado por cerca de 170 metros até uma valeta para escoamento de água, sendo posteriormente coberto por folhagens secas. O vigia contou, ainda, que durante o percurso introduziu uma mangueira na vagina de Maria de Fátima, alegando que teria feito isso por instinto, após tentar introduzir o objeto no ânus da mulher.
Quando o vigia do período da manhã chegou ao local, antes das 7 horas, Rodrigues estava lavando o chão. Ele justificou ao colega que estava incomodado com o cheiro de gato. Posteriormente, o vigia do período da manhã desconfiou dos fatos porque encontrou vestígios do crime na portaria da fábrica. O chão da guarita havia sido lavado recentemente e o bloco de concreto usado para segurar a porta estava com manchas de sangue.
Em seguida, ele constatou outras manchas de sangue fora da portaria, além de marcas de que algo havia sido arrastado. O vigia seguiu as marcas por aproximadamente 170 metros, onde encontrou o corpo da vítima, vindo a acionar a Polícia Militar (PM). Os policiais militares e policiais civis do 3.º Distrito Policial descobriram o endereço do vigia da noite e foram até a casa dele.
Os policiais acharam Rodrigues ainda com a camisa de trabalho usada na noite anterior, que tinha respingos de sangue. Na casa, foram achados os documentos de Maria de Fátima. Rodrigues confessou o crime na presença de seu pai. O corpo da vítima foi reconhecido por um parente e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exame necroscópico.
O corpo apresentava marcas de mordidas na região dos seios. Além disso, foi constatado que houve penetração vaginal e anal. Evandro da Silva Rodrigues foi indiciado por homicídio, estupro e atentado violento ao pudor. Ele foi conduzido à Cadeia Pública de Bauru, ficando à disposição da Justiça.