De acordo com um levantamento concluído no último dia 14, o Sindicato dos Bancários de Bauru coletou mais de 8,5 mil assinaturas para o pedido de referendo popular que tem o objetivo de dar à sociedade de São Paulo o direito de decidir o futuro do Banco Nossa Caixa S/A. Para conseguir instalar o plebiscito, são necessárias 250 mil assinaturas. Em todo o Estado, mais de 150 mil já foram coletadas. A meta é impedir a abertura de capital do banco, conforme prevê a lei que entrou em vigor no dia 16 de julho.
De acordo com o diretor do sindicato, Paulo Silva, a abertura de capital da Nossa Caixa e a criação de sete empresas subsidiárias privadas é o caminho encontrado pelo governo para a privatização do banco, o último em poder do Estado. Com o referendo, que é um dispositivo constitucional federal e estadual, o cidadão paulista, que é o verdadeiro dono deste último banco do Estado, poderá decidir se mantém ou não a lei que entrou em vigor no dia 16 de julho, que abriu o capital da Nossa Caixa e iniciou a privatização da instituição, afirma Silva, que também é diretor da Associação dos Funcionários da Nossa Caixa (Usceesp).
Para poder dar encaminhamento ao referendo popular são necessárias 250 mil assinaturas. A última apuração feita, no final da semana passada, demonstrava que os sindicatos da Fetec/SP (sindicatos de bancários filiados à CUT), a Usceesp e demais entidades interessadas já tinham coletado cerca de 150 mil assinaturas em todo o Estado. Apesar do pouco tempo previsto para a coleta, de 20 dias, temos a certeza de que atingiremos um grande número de assinaturas. Mesmo que não chegue às 250 mil, conseguimos fazer um proveitoso debate com a sociedade, que está totalmente a favor da nossa luta. Essa consciência do povo, de que as privatizações só geram prejuízos e miséria, é o aspecto mais importante desta campanha, completa Silva.
Hoje, o Sindicato dos Bancários de Bauru, a Usceesp, a Fetec/SP e seus sindicatos, farão uma grande carreata na Capital paulista, que terminará com um ato em frente à Assembléia Legislativa de São Paulo. Na ocasião, serão entregues todas as assinaturas coletadas até agora. O Sindicato dos Bancários de Bauru parabeniza os funcionários da Nossa Caixa da região, que abraçaram a luta e conseguiram uma expressiva quantidade de assinaturas. Principalmente, porque sabem que estão lutando por seus direitos e pela manutenção de um dos últimos patrimônios de São Paulo, que o PSDB quer entregar para os banqueiros nacionais e internacionais, finaliza Silva.
De acordo com ele, as expectativas iniciais sobre a quantidade de assinaturas que seriam coletadas em Bauru girava entre 3 mil e, no máximo, 5 mil. Segundo Silva, mesmo que não se consiga o total necessário para instalar o plebiscito, quanto maior for o número de assinaturas, mais forte será a pressão política para discutir o assunto sobre a abertura de capital da Nossa Caixa. A população está muito consciente e solidária. Muitos clientes do banco pedem para assinar a lista do referendo antes mesmo de ser oferecida pelos funcionários. Tudo isso está sendo muito importante para o nosso objetivo, acrescenta Silva. Hoje, em São Paulo, será definida a data limite para a coleta de assinaturas.