Geral

O homem, do feudalismo ao arranha-céu!...

(*) José Almodova
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No mundo Ocidental da Idade Média, os próprios reis eram senhores feudais com domínios limitados. Ao senhor cabia legislar, impor a justiça, cunhar moedas e cobrar impostos dos mercadores e transeuntes que passavam por suas terras e estipular tributos dos camponeses, livres e servos, que tinham de pagar.

Aos camponeses, humildemente alojados por conta e próprio risco nos domínios dos respectivos feudos, portanto sem qualquer tipo de propriedade, cabia pagar impostos ao senhor. A servidão da gleba foi suprimida em quase toda Europa, entre os séculos XIII e XV. Os camponeses, porém, ainda se sujeitavam a encargos feudais, definitivamente extintos nas sucessivas revoluções burguesas que implantaram a ordem capitalista no Velho Continente. O feudalismo também existiu no Japão até a segunda metade do século XIX, em vários países do Norte da África e do mundo Árabe até o século XX. Na Rússia, porém, segundo consta, os servos somente teriam sido libertados em 1861.

Foi somente a partir de tais datas que o cidadão comum ou servo viveu a liberdade de possuir espaços para produzir, construir ou adquirir um teto para si e seus descendentes, onde se houvesse agregado. Assim, se consolidou a vitória, que no dia de hoje representa a felicidade dos que chegam a possuir um lar para residir, ainda que seja humilde.

A liberdade do cidadão ao produzir, a pequena chama de liberdade do cidadão comum a que nos referimos, entretanto, não chegou a ser o que se esperava. Os países em formação adotaram as terras que conseguiram reunir e que diziam lhes pertencer. Na maioria das vezes, invadiram os limites vizinhos, discutiram as terras, as propriedades, produziram atritos, invasões e guerras, não somente no âmbito externo.

No século XX, ocorreram duas grandes guerras mundiais (1914/1918 e 1939/1945). Ambas com sério número de vítimas, tendo o Brasil participado da Segunda Guerra em apoio político/militar a favor dos Estados Unidos. Fomos à luta com nossa gloriosa Força Expedicionária Brasileira, em campos da Itália, na guerra entre as potências do Eixo - Alemanha, Itália, Japão -, e aliados, incluindo a Grã Bretanha, a ex-União Soviética e os EUA.

Contudo, o mundo continuou em sua marcha (de recuperação geral e formação crescente em todos os sentidos), e que, segundo a presença de seres humanos, hoje conta com cerca de 5,5 bilhões de almas em seus respectivos redutos. A maioria populacional se encontra nos países africanos, seguindo-se os países asiáticos. Existem países industrialmente desenvolvidos, emergentes e também os subdesenvolvidos. E é, logicamente, composto da população de riquíssimos, ricos, médios e pobres. Estes, representados por marginalizados, cuja maioria de miseráveis não têm onde morar e pouquíssimo para comer. Da nossa parte, entendemos que nosso País, com pouco mais de 500 anos do calendário do mundo Cristão, ainda tem muito para aprender. Entrementes, País protegido segundo sua posição geográfica no contexto da liderança no Cone Sul, vencerá gloriosamente todos os percalços. A esperança é que há de chegar o dia em que tenhamos o País com melhor distribuição de renda do Cone Sul. Então, os ricos serão menos ricos e os pobres menos pobres. Estes terão as próprias casas e alimentos (não somente o do corpo, quanto da alma), e com trabalho suficiente. Em contrapartida, servindo-se a custo do seu trabalho deveras produtivo. Porque as crianças de hoje já vêm sendo melhor orientadas e educadas, desde a boa escola de formação profissional e exercida inteiramente sob boa criação e cuidados, saudáveis e bem nutridas, como deve ser. Somente então atingiremos o melhor posicionamento do Brasil no mundo globalizado.

(*) José Almodova é professor universitário-Mestre em Projeto, Arte e Sociedade pela Unesp. É jornalista, escreve às quintas-feiras na coluna. E-mail: almodova@ig.com.br

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