A Polícia Civil está investigando a identidade de um rapaz preso em flagrante por roubo que está recolhido na Cadeia Pública de Bauru, o Cadeião. Quando foi preso, no último dia 26 de junho, por roubo a um salão de cabeleireiro, na Vila Nova Esperança, ele apresentou o RG de Fernando Giustino.
No entanto, uma pessoa que mora em São Paulo e também chama-se Fernando Giustino acredita que o rapaz preso em Bauru está usando seu documento, perdido em novembro do ano passado no Sambódromo da Capital. O número do RG do rapaz preso em Bauru, assim como os nomes dos pais, são os mesmos do empresário que mora em São Paulo, o que praticamente elimina a possibilidade de nomes iguais.
No intuito de esclarecer os fatos, o empresário Fernando Giustino, que agora tirou uma segunda via do RG, enviou ao 1.º DP, área onde ocorreu o roubo ao salão de cabeleireiro, cópia do boletim de ocorrência que ele fez, em São Paulo, informando que seus documentos foram extraviados. Após receber a cópia do boletim de ocorrência, o delegado-titular do 1.º DP, Ronaldo Divino, determinou que dois investigadores ouvissem o rapaz preso sobre sua identidade.
Aos investigadores, mesmo depois de ser informado de que o 1.º DP está investigando uma suspeita de falsidade ideológica, o rapaz continuou afirmando que ele chama-se Fernando Giustino e o documento apresentado na ocasião em que foi preso pertence a ele. Agora, para esclarecer o caso, o delegado vai colher as impressões digitais do rapaz preso.
As impressões digitais serão encaminhadas para o Instituto de Identificação Criminal, em São Paulo, para verificar se a identificação dada pelo rapaz é verdadeira ou não. Caso esteja usando documento falso, o rapaz será indiciado por uso de documento falso.
O empresário Fernando Giustino, que mora em São Paulo, ficou sabendo que havia uma pessoa presa em Bauru com o nome de Fernando Giustino através do site do JC. O empresário quer o esclarecimento da identidade do rapaz preso, pois acredita que esteja usando o seu RG perdido.
O empresário ressaltou que fez boletim de ocorrência no dia seguinte à perda dos documentos para evitar qualquer problema. Ele questiona se realmente o rapaz preso estiver usando seu documento, como a polícia não descobriu que o RG havia sido perdido uma vez que está bloqueado.