Geral

Cidade abrindo-se em leque

(*) N. Serra
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Se tudo acontecer de acordo com as previsões, dentro de poucos meses Bauru deverá assistir ao início de dois projetos que resultarão em uma boa transformação em sua paisagem urbanística, como seja o prolongamento da avenida Nações Unidas em dois sentidos, um partindo de seu atual término, no Núcleo Presidente Geisel, e indo até o Núcleo 18, e outro pegando a ponta da avenida Nuno de Assis e alcançando a rodovia Bauru-Jaú, chegando a Aimorés.

A alvíssara está ganhando sorrisos da população porque o tão ambicioso projeto, sonhado também por passadas administrações, só poderia ser executado quando surgisse no cenário um governo que se enchesse, realmente, de bastante coragem para levá-lo avante, já que necessitaria de muitos recursos para assumir a enorme empreitada. Segundo o chefe do Executivo, o processo está caminhando rapidamente, mas o que empolga é constatar que ele anda pelas partes de uma maneira muito concreta, havendo previsão, inclusive, de que se a coisa deslanchar, correndo sem maiores embaraços, os recursos financeiros para o empreendimento começarão a ser liberados ainda neste semestre.

O fato é auspicioso, na medida em que acena a Bauru com a possibilidade de não só urbanizar o fundo de vale existente além do Núcleo Geisel, de um lado, e pouco além da chamada Baixada do Silvino, de outro, canalizando para essas áreas uma valorização muito expressiva, como também virá a concretizar uma outra exigência do progresso da cidade, que é a implantação de um novo anel viário urbano, imprescindível para o encurtamento das suas distâncias periféricas e, de cambulhada, a agilização das correntes viárias, dia a dia carecendo de mais espaço para se movimentar. Por tudo isso, há que se torcer para que, com recurso próprio ou com o empurrão de verbas federais ou estaduais, possa a administração municipal dar mais essa espetacular arrancada no início do novo milênio, abrindo um leque para a imediata ocupação daqueles importantíssimos vazios, até agora sonolentos por falta de urbanização. Pode-se repetir aqui o axioma do saudoso prefeito paulistano, Prestes Maia, segundo o qual governar é abrir artérias, na emulação do também saudoso Washington Luiz, para quem governar seria abrir estradas. E para que a esperança venha a ser materializada, ninguém deve criar quaisquer obstáculos ao nosso prefeito. É a nossa opinião.

(*) O autor, N. Serra, é o Jornalista Responsável do JC e Delegado Regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

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