Toda a luta do deficiente físico ou mental para se reintegrar à sociedade tem como objetivo primordial a sua independência em relação ao mundo. Os portadores de deficiência querem levar uma vida na qual tenham a capacidade de se virar sozinhos, sem a necessidade da vigilância ou apoio de outra essoa.
Na nossa escola, temos como meta ensinar aos alunos tudo o que eles precisam para garantir a sua sobrevivência. Hoje, eles podem ter alguém para cuidar deles. Mas, amanhã, quem sabe?, questiona Fernanda.
A escola oferece o ensino básico, mas dando preferência para as matérias que possam ser úteis no dia-a-dia. Ensinamos coisas que possam ser usadas em qualquer necessidade, como pegar um ônibus, lidar com dinheiro, ir à padaria, ao supermercado, ou seja, sobreviver.
Em termos de tecnologia, os avanços são notáveis. Já existem computadores adequados ao uso do deficiente visual, esquis para paraplégicos, cadeira que pode colocar seu usuário em pé, uma infinidade de técnicas, botões e cérebros eletrônicos capazes de tornar os movimentos e sentidos o mais próximo possível da realidade. Mas tudo isso ainda é um sonho distante para uma boa parcela das pessoas portadoras de deficiência. Isso por causa dos preços, que ainda são muito altos. No entanto, eu vejo com otimismo o futuro. A tendência é haver uma queda nesses valores, à medida que os produtos forem ficando mais populares, disse Kajino.