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Divergência atrapalha

Redação
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Enquanto SMS e DIR-10 divergem sobre a responsabilidade de transporte de pacientes para tratamentos e consultas em outras cidades, os pacientes cobram uma posição. É o caso da família de Lorraine Godoy Marques de Souza, de um ano de idade. Ela tem insuficiência hepática, está na fila para transplante de fígado e faz tratamento no Hospital das Clínicas, em São Paulo.

A mãe de Lorraine, Michele Cristina de Almeida Godoy, conta que gasta mensalmente cerca de R$ 300,00 com os doze tipos de medicamentos que sua filha necessita e que não tem dinheiro para transportá-la a São Paulo. Nós procuramos ambulância e eles falam que não dá, que estão com a agenda lotada. É muito difícil conseguir. Cadê o dinheiro do governo? Cadê as ambulâncias? A vida da minha filha está em jogo. A gente liga para a DIR-10 e eles falam que têm uma ambulância para uma cidade do tamanho de Bauru! Se a gente tivesse dinheiro, a gente pagaria, mas eu não tenho condições, lamenta.

Outra paciente que enfrenta problema semelhante é Nair de Paula dos Santos Carvalho, de 44 anos. Ela é portadora de uma doença rara - sarcoidose - e enfrenta dificuldade para realizar seus exames, que devem ser feitos em São Paulo.

De acordo com sua filha, Luzia dos Santos Carvalho, a grande dificuldade de Nair refere-se à disponibilidade de uma ambulância que possa transportá-la até o Hospital São Paulo, na Capital, já que ela apresenta dificuldades para andar e não tem recursos suficientes para fazer as viagens. Eles queriam acompanhá-la semanalmente. O grande problema é a ambulância. Nós recorremos à DIR-10, ao Lauro de Souza Lima e a muitas associações. Às vezes, um deles consegue transporte, mas é muito difícil e eles não dão certeza. Nós chegamos a ir até o Fórum tentar alguma coisa e eles perguntaram se ali tinha alguma plaquinha indicando Saúde, agravou.

A última consulta da paciente em São Paulo foi realizada no dia 11 de julho. Ela conseguiu que a ambulância da DIR-10 a transportasse até São Paulo. Está agendada uma nova consulta para os próximos dias e Nair ainda não sabe se será possível comparecer, pela falta de transporte.

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