Geral

Embraer inicia segunda fase de obras em Gavião Peixoto

(*) Carlos Corrêa
| Tempo de leitura: 2 min

A Embraer iniciou na semana passada a segunda etapa da construção do Pólo Aeronáutico de Gavião Peixoto. A Construtora Morais Dantas vai executar as obras civis, que estão em fase de fundações, e a Inepar fornecerá as estruturas metálicas. As obras devem estar concluídas até o final de novembro, segundo o engenheiro Geraldo Heronides Balista, responsável pelo Pólo. De acordo com ele, pelo menos 600 homens estão trabalhando no local, número que deve chegar a 800 em novembro.

A área indústrial da futura unidade da Embraer inclui a construção, nesta segunda etapa, de torre de controle, hangar de ensaios em vôo, prédio do Corpo de Bombeiros, edifícios de apoio, ambulatório, escritório e portaria. Antes do fim da construção, porém, deve ser concluída a pista de pouso e decolagens. A data prevista pela Embraer é 10 de outubro. A pista terá 5 km de extensão por 95 m de largura, com uma área de segurança de 10 km por 5 km em sua volta.

O Pólo Aeronáutico de Gavião Peixoto está sendo construído numa área de 700 alqueires, desapropriada pelo governo do Estado no final do ano passado. A empresa vai investir R$ 150 milhões na primeira etapa de instalação da fábrica de aviões, com previsão de chegar a R$ 300 milhões. Segundo a assessoria de imprensa da Embraer, o Pólo deve ser inaugurado em março do ano que vem.

A operação com ensaios em vôo, entretanto, deve ser iniciada ainda este ano. Depende apenas da homologação da pista pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) e pelo Ministério da Aeronáutica. A pista está sendo construída, segundo a engenharia da empresa, dentro das normas internacionais de segurança de vôo, o que permitirá a operação de grandes aeronaves.

O plano da Embraer é transferir para a região, inicialmente, as linhas de montagem da família de jatos ERJ e do Legacy, o mais novo modelo produzido pela fábrica. Além deles, também já é certo que a empresa vai fabricar em Gavião o avião militar ALX FR, modelo que já tem 25 unidades negociadas com a Força Aérea Brasileira.

A fábrica deve começar a operar com 500 empregados - 250 transferidos da matriz em São José dos Campos -, mas a previsão é chegar a 3 mil funcionários em cinco anos, entre diretos e indiretos. Em São José, a Embraer gera cerca de 12 mil postos de trabalho nas mesmas características.

De acordo com a assessoria de imprensa, a empresa continua a receber currículos de candidatos a uma das vagas na unidade de Gavião Peixoto. Os currículos podem ser entregues na portaria do Pólo Aeronáutico ou enviado à matriz da empresa pelo correio ou Internet.

(*)Repórter dA Tribuna Especial para o JC

Comentários

Comentários