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Nova diretoria do Crami estuda criar telemarketing

Redação
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A nova diretoria do Centro Regional de Registros e Atenção aos Maus-Tratos à Infância (Crami) de Bauru, cujos cargos vagos foram completados recentemente, está estudando a possibilidade de implantar um serviço de telemarketing para aumentar a capacidade de atendimentos da entidade. Atualmente, o Crami está acompanhando 1.056 casos, sendo 228 registrados entre janeiro e julho deste ano.

O Crami funciona nas dependências da Instituição Toledo de Ensino (ITE), que contribui financeiramente com a entidade. No entanto, para ter condições de acompanhar um número maior de crianças, precisa de mais recursos financeiros, explicou a assistente social Ilda Chicalé Atauri, atual presidente do Crami.

Ainda não foi definido como será o serviço de telemarketing, mas uma das possibilidades é desencadear uma campanha na qual pedirá a população uma contribuição para as crianças vítimas de maus-tratos. Na reunião de escolha dos novos membros da diretoria, as assistentes sociais Fabiana Lopes da Silva e Rosimeire Cristina Alves apresentaram diversas formas de atuação do Crami no combate à violência.

Segundo elas, a violência contra a criança geralmente começa em casa, normalmente na forma física. Muitas vezes, a criança agredida fisicamente passa a ser vítima de outros tipos de violência - psicológica, verbal, sexual, negligência e abandono. Neste ano, de janeiro e julho, o Crami registrou 228 novos casos de violência.

Entre os tipos de violência, aparece em primeiro lugar, com 35,7% dos casos, a violência física. Logo atrás, com 31,1% dos registros, está a negligência e, em terceiro, os maus-tratos psicológicos com 12,2% do total de registros. A mãe continua aparecendo nas estatísticas do Crami como a principal agente agressora, respondendo por 52% dos casos. Em segundo lugar entre os agentes agressores está o pai e a mãe, com 17% dos casos. A maior parte dos casos de agressão à criança ocorre na faixa de recém-nascido até sete anos - 66,1% dos casos.

Além de Ilda, integram a nova diretoria do Crami: Roberto Modesto da Cunha, presidente do Conselho Fiscal; Maria Inês Fontana de Souza, primeira secretária; Cristina Eliane Vannuzini, segunda secretária e Flávio de Angelis, diretor social. Completam a diretoria do Crami: Egli Muniz, que continua na função de vice-presidente; as tesoureiras Valéria Previdelli Batista e Nilza Maria Sotero Gonçalves; Reinaldo Cafeo e Sinclair Ronaldo Mioto, no conselho fiscal, e a assistente social Rosimeire Cristina Alves, que é a coordenadora técnica da entidade.

Serviço

O Crami funciona na rua Assef Madi, 4-65, Vila Falcão. O telefone é o 238-3000.

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