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AS CRISES

Fernando Lucilha Júnior
| Tempo de leitura: 2 min

Vivemos no país das crises. É crise de energia, é crise financeira, crise social, crise econômica, crise no futebol, crise na produção, crise do petróleo, etc... Tem até a crise da crise, quando a própria crise entra em crise! É muita crise! Até no mundo do cinema o Tom está em Cruise, digo, crise. Mas o que salta aos nossos olhos é a capacidade prodigiosa dos nossos governantes de manipular, aumentar ou diminuir as crises, conforme o interesse e as necessidades políticas.

Mas deixemos de lado as tais crises. Não nos assustemos, como diria aquele delicado rapaz, diante de uma crise: Cruuuzzzeesss! Ou seria criiiissseeesss!?! Falando em crise novamente, será que realmente há a possibilidade de ocorrerem os temidos apagões? Não seria, talvez, a ameaça dos apagões, muito mais um jogo, uma artimanha, para que depois seja tirado proveito político da sua não ocorrência, graças ao empenho de todos e do governo, é claro!? Com a resposta, os técnicos, autônomos e independentes, sem vínculo político, sem rabo-preso, sem conivência, sem ideologia batizada. São poucos. Mas vamos ser otimistas! Não tão otimista como aquele cidadão que numa noite passou por uma casa que pegava fogo e exclamou: - Puxa, que casa bem iluminada! Vamos pois acreditar.

Todavia, a ameaça de uma crise sempre assusta, seja ela qual for. Imaginem uma crise do petróleo, fonte da nossa preciosa gasolina. Vamos supor que ela comece justamente no dia 7 de Setembro, às margens de um Posto Ipiranga, onde o frentista chamado Pedro, deu seu primeiro grito de independência, pedindo demissão do cargo, cansado que estava de tanto segurar na mangueira, e por achar o seu trabalho uma bomba (de gasolina). Pobre coitado. Sua vida Esso problemas! Diz ele não mais Texaco prá agüentar tantas duchas de água fria. Apesar de tudo, está o Pedro gordinho feito um barril (de petróleo). Deve ser o álcool ingerido em excesso. Enche a cara e, ao mesmo tempo, o tanque do freguês! Que Deus o ajude. Com certeza, quando morrer, o Pedro irá para o Shell!

Posto isto, fico por aqui, torcendo pelo fim da crise, aliás de todas as crises! (Fernando Lucilha Júnior - RG: 5.023.414)

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