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Bauru terá um novo aterro sanitário

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 2 min

Grupo terá representantes da Prefeitura, Emdurb e entidades sociais; preocupação é com destino de resíduos sólidos.

Dentro de poucos dias, Bauru ganhará uma comissão técnica de gestão de resíduos sólidos. O grupo foi proposto pelo geólogo Nariaqui Cavagutti, assessor técnico sobre lixo da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), e terá entre suas atribuições a escolha de um terreno para receber o novo aterro sanitário da cidade.

Construído para ter vida útil mínima de dez anos, o aterro sanitário atual tem oito anos de existência e recebe média de 200 toneladas de lixo por dia, o que representa o preenchimento de 400 metros cúbicos.

Um outro grupo está realizando estudos para avaliar quanto tempo a mais de vida útil o aterro tem. Independente disso, penso que este é o momento propício para pensarmos sobre a futura destinação de resíduos sólidos de Bauru, afirma Cavagutti.

O momento é ideal, segundo o geólogo, porque há pesquisas sobre lixo sendo realizadas por alunos e professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), com respaldo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, respeitado órgão de fomento à pesquisa. Outro ponto é a dúvida sobre a vida útil do aterro atual e o debate sobre a destinação do lodo que resultará do tratamento do esgoto de Bauru, após a implantação do sistema de tratamento.

É preciso planejar de maneira mais ampla a questão do tratamento dos resíduos sólidos, tendo em vista a produção diária de lixos domiciliar e hospitalar e de entulhos. Onde e como instalar o aterro e o que aproveitar do lixo são questões pertinentes para o futuro próximo, afirma Cavagutti.

Dentre essas perguntas, o geólogo tem certeza sobre a necessidade de se reaproveitar o lixo. Para tanto, a comissão deverá analisar os resultados das coletas de lixo orgânico e inorgânico, bem como a compostagem, que avalia não ser a mais correta.

Atualmente, o lixo orgânico é muito misturado e traz materiais inorgânicos e metais. Isso resulta em contaminação, tornando o lixo de baixa qualidade. Para reverter isso, teremos que trabalhar paralelamente a educação ambiental, diz.

Segundo Cavagutti, o trabalho da comissão é uma medida preventiva, que terá aproveitamento dentro de 15 a 20 anos. Mesmo assim, o geólogo defende a formação do grupo, que deverá ser multidisciplinar e poderá incluir representantes da Prefeitura, Emdurb e entidades organizadas.

Administrar não é resolver problemas que surgiram, mas evitar que problemas novos apareçam. Se começarmos os estudos do novo aterro sanitário neste momento, dentro de dois anos poderemos obter a documentação necessária para a sua regularização perante o Estado e, assim, ter nas mãos uma alternativa para o aterro atual, cuja vida útil não conhecemos, conclui.

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