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Justiça do Trabalho adere à greve

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Os 3,5% de reajuste anunciados pelo governo mantiveram o ânimo dos servidores, que querem 75,48% de aumento.

O anúncio de um reajuste salarial de 3,5% aos servidores públicos federais, feito ontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, não foi suficiente para enfraquecer ou abortar a greve geral da categoria, programada para começar hoje. Em Bauru, ontem, os funcionários da Justiça do Trabalho confirmaram adesão ao movimento a partir de hoje. No total, os 450 mil funcionários públicos da ativa estão sem aumento salarial desde 1995 e reivindicam reposição de 75,48%, o que corresponde às perdas salariais acumuladas entre janeiro daquele ano e dezembro de 2000.

Em Bauru, os funcionários da Justiça do Trabalho aderirão à greve a partir de hoje, de acordo com informações da servidora Marli Fornaziero. Segundo ela, está programada uma manifestação para ser realizada em frente ao prédio da Justiça entre as 9 e 10 horas desta manhã. O Sindicato dos Servidores da 15.ª Região, situado em Campinas e ao qual são filiados os funcionários da Justiça do Trabalho de Bauru, também confirmou a participação local dos trabalhadores na greve geral marcada para iniciar hoje. No final do dia, será feita uma assembléia, em Campinas, para decidir sobre a continuidade do movimento, segundo informou o diretor do sindicato, Sérgio Edson Soares Monteiro.

Os funcionários do Fórum Estadual já anunciaram a paralisação das atividades a partir do próximo dia 27, conforme divulgado ontem, pelo JC. Até ontem à tarde, os funcionários da Justiça Federal, da Subdelegacia do Ministério do Trabalho, da Receita Federal e do Ibama não haviam confirmado adesão à greve. Algumas categorias ainda avaliarão a possibilidade.

A agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Bauru está com as atividades suspensas desde o último dia 13. Cerca de 90% dos funcionários aderiram ao movimento iniciado em São Paulo no dia 8. Segundo informações fornecidas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev), ontem o quadro de paralisações já atingia as agências do INSS de 110 cidades do Interior do Estado, de um total de aproximadamente 140 cidades. Na Capital paulista, apenas duas agências, do total de cerca de 34, ainda não haviam aderido à greve.

Pela programação da greve geral (leia mais na página 19), hoje devem aderir ao movimento os professores universitários, técnicos e professores de escolas técnicas, funcionários do IBGE, servidores do Judiciário Federal e profissionais da administração direta. Já estão parados desde 25 de julho os técnicos administrativos das universidades federais.

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