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Quadrilha volta a atacar e rouba 53 bois

Fabiano Alcantara
| Tempo de leitura: 2 min

Numa propriedade rural de Bofete, caseiro ficou amarrado o dia todo. Novilhas nelore estão avaliadas em R$ 17 mil.

Bofete - Os ladrões de gado voltaram a agir e desta vez roubaram 53 novilhas da raça nelore, anteontem em Bofete, na região de Botucatu. O prejuízo foi avaliado em R$ 17 mil. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que entre sete e dez bandidos tenham participado da ação. Em relação a outros casos que vêm sendo registrados na região, o ataque em Bofete contou com um agravante, já que uma família inteira foi feita refém e recebeu ameaças.

Por volta de 6 horas, o caseiro Dirceu Pires de Camargo, 33 anos, da Fazenda dos Burgos, foi surpreendido por dois homens, um deles armado com revólver. Os ladrões amarraram o caseiro e levaram Carmargo, sua mulher e dois filhos para um bosque de eucaliptos, nos fundos da fazenda. Um homem ficou vigiando a família até o final do assalto, às 16 horas.

A polícia especula que pelo menos dois caminhões tenham sido usados para o roubo. O reforço da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu foi solicitado. De acordo com a Polícia Civil o nome de pelo menos um suspeito de integrar a quadrilha foi levantado. Ele é da região e provavelmente mora em Botucatu. Vários investigadores trabalham no caso. A polícia foi comunicada do crime às 18 horas de anteontem.

Os animais levados em Bofete tinham a marca HP na anca direita. As novilhas estavam prontas para o abate. Os ladrões fugiram, provavelmente, pela rodovia Marechal Rondon, em sentido ignorado. Eles não deixaram pistas.

De acordo com a Polícia Civil, alguns homens acusados de participar de roubo de gado estão presos em Conchas. Aparentemente, a quadrilha que agiu anteontem não tem relação com estes supostos bandidos, mas a hipótese de ser uma facção do grupo será investigada.

Mais de 300 cabeças

Somente nos últimos meses, mais de 300 cabeças foram levadas de propriedades situadas na região de Bauru. Esse número é referente apenas a ações de grande vulto, nas quais o prejuízo ultrapassou as dezenas de animais. Só na região de Agudos, mais de 20 boletins de ocorrência chegaram a ser registrados.

Além de policiais e delegados das cidades envolvidas, o titular da DIG-Garra de Bauru, J.J. Cardia está trabalhando no caso. A polícia intensificou as investigações sobre os furtos de boi há cerca de três meses, quando sitiantes e fazendeiros da região de Agudos e Borebi começaram a reclamar dos freqüentes furtos. Para tentar encontrar uma solução ou pelo menos minimizar o problema, eles criaram a Associação Rural de Agudos e Região (Arar), através da qual passaram a mobilizar forças para enfrentar o problema.

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