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Divino reúne devotos hoje na Barra

Redação
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Festa do Divino é uma das mais antigas manifestações populares religiosa e em Barra Bonita costuma atrair milhares.

Barra Bonita - Cantos, bênçãos, procissões e principalmente espírito humanitário são os componentes da festa de hoje. O evento é uma realização dos departamentos de Cultura e Turismo de Barra Bonita e terá início a partir das 15 horas, às margens do rio Tietê, ao lado da praça Waldemar Lopes Ferraz. Além da Festa do Divino estará acontecendo também o 1º Encontro Regional de Folclore.

Como já vem ocorrendo nos últimos anos, é de se esperar milhares de pessoas nas barrancas do rio. Quem não participa diretamente, pode assistir a uma das mais antigas e bonitas festas populares da história.

A comunidade religiosa presente poderá apresentar a água e o sal para que os sacerdotes efetuem a bênção. Haverá apresentação do grupo Caçula de Catira de Bauru e um outro, também de Catira, de Bernardino de Campos. Um grupo de Cururu de Igaraçu do Tietê, fecha as apresentações.

Um dos principais incentivadores da Festa do Divino em Barra Bonita, Ademar Roberto Silva, o seu Dema organizou os pousos que antecederam a festa, juntamente com o festeiro João César de Mello Teixeira. A festa tem o apoio da Prefeitura Municipal e da Associação Cultural de Barra Bonita.

Na região, o Divino começou a ganhar devotos por volta de 1846. Consta que nessa época iniciou-se um movimento, especialmente na zona rural, onde realizavam-se as rezas. Três famílias se destacaram: João Barbosa, Luís da Cruz e Luís Manoel.

A intenção era afastar doenças que matavam muito na época, como a maleita e chagas, por exemplo. Resolveram, então, fazer uma promessa ao Divino Espírito Santo, pedindo que acabasse com o mal, oferecendo como penitência, viagens de canoa pelas casas ribeirinhas, ofertando louvores como orações e cantigas.

Origem

Relata a História que a Festa do Divino teve origem em Portugal, quando era distribuída comida para as pessoas por ocasião de Pentecostes. E nas festas do Divino havia acompanhamento musical, o que ocorre até hoje.

De acordo com a tradição, a Festa de Pentecostes ou do Divino, foi instituída pela rainha Isabel, esposa do rei Trovador Don Dinis. Conta a lenda que a rainha Isabel, extremamente caridosa, costumava distribuir diariamente comida aos pedintes que se acercavam dos muros do palácio.

Com o passar do tempo, o número deles aumentou tanto que o rei, conhecido como mão de vaca, proibiu tanta generosidade por parte da esposa.

Certa ocasião, Isabel, carregando no covo do avental pedaços de pão para distribuir aos pobres, encontrou o rei em seu caminho, que lhe perguntou, intrigado, o que levava no avental. Isabel respondeu que levava rosas.

O rei disse que queria ver aquelas rosas. Temerosa a rainha abriu o pano e Don Dinis viu rosas. Belas rosas!

Segundo o folclorista piracicabano Alceu Maynard Araújo, a Festa do Divino foi introduzida no Brasil pelos portugueses por volta de 1765. Indiferente ao tempo, a comemoração ao Divino Espírito Santo permanece até hoje no calendário de festas populares de praticamente todo o País. Em cada região ganhou uma série de particularidades, embora ainda preserve sua raiz mais profunda: a união de solidariedade folclore e principalmente a religiosa do povo.

Em Barra Bonita a Festa do Divino acontece nas águas do Tietê e às suas margens há nove anos e se configura como tradicional manifestação religiosa e popular da região, atraindo milhares de pessoas por ocasião das festas, com expressivos rituais como pouso, rodas de cururu, catira...

A Festa do Divino Espírito Santo é uma das principais manifestações populares de Barra Bonita e mescla variadas manifestações religiosas.

O costume de se homenagear o Divino Espírito Santo é do tempo do Brasil Colônia, sendo encontrado em várias cidades do Brasil, principalmente naquelas onde a mineração e a utilização de índios e escravos se fizeram presente.

Símbolo

O símbolo da Festa do Divino é a mandala de fogo com a pomba branca ao centro.

A pomba significa o próprio Divino Espírito Santo (Mt. 3.16) e a mandala de fogo o momento que o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos, a Pentecostes (At 2,4.6). A cor da festa é a branca e a vermelha, a branca significa a paz, o Altíssimo e a vermelha o sangue de Jesus, o espírito.

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