A conclusão do projeto do Parque Água do Castelo vai demandar pelo menos mais uma década. Além de esperar as árvores e espécies vegetais começarem a florescer, a infra-estrutura pretendida dependerá de muitos investimentos.
O projeto está na gaveta há mais de 20 anos e talvez ainda demore uns outros dez para ser concretizado - mesmo assim, de forma parcial. Trata-se do parque que se pretende construir no vale do córrego Água do Castelo, encravado na parte baixa da Zona Norte de Bauru, exatamente onde passa a diretriz imaginária da avenida Nações Unidas Norte. O local, que hoje é tomado por uma vegetação pobre (antes o local era usado para pastagem), seria transformado numa imensa área verde, equivalente ao tamanho de dez Vitórias Régias. Não é por acaso que o ousado projeto ainda está no papel.
Caso a obra da avenida Nações Norte seja implementada dentro do prazo previsto - a intenção é concluir uma de suas pistas até 2003 -, é bem provável que o local comece a receber mudas de árvores e outras espécies vegetais. A sombra e o ar fresco fazem parte do projeto, mas isso consumiria, no mínimo, oito anos de espera.
A construção do parque não é tão fácil quanto parece, pois depende também de alguns acertos expropriatórios que a administração vem negociando há tempos. A maioria das terras que ficam dentro do projeto do parque, porém, já foi doada. Os proprietários teriam visto as diretrizes para o local e optado pela doação, uma vez que levaram em conta o benefício de ter um parque de fundo ao invés de um vale sem utilidade.
O Parque Água do Castelo seria um investimento público que reuniria o útil ao agradável. Útil porque teria um lago a partir do próprio córrego que serviria para represar as águas pluviais. O planejamento de escoamento, por sinal, é prioridade no projeto, pois a cidade tem exemplos até de sobra de obras mal planejadas que pouco se importaram com a drenagem do solo. Pelas diretrizes da Secretaria Municipal de Planejamento, os loteamentos que surgirem no local serão obrigados a executar obras de contenção de água.
O parque passaria a ser a principal referência da cidade em termos de área verde, oferecendo pistas de cooper, quiosques e áreas de recreio em toda sua extensão. Uma parte seria reservada a eventos itinerantes como apresentações musicais, circenses e parque de diversões, hoje sem espaço adequado para se instalar na cidade. Em tempos passados, o parque abrigaria, inclusive, prédios da administração municipal, mas essa é uma proposta por ora descartada. O poder público tem intenção clara de deixar a praça das Cerejeiras, mas tem dado preferência a imóveis ociosos situados na região central (leia-se estação ferroviária).