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Prova do Enem privilegia o raciocínio

Fabiano Alcantara (*)
| Tempo de leitura: 2 min

Estudantes dizem que a prova não foi difícil. Crise energética e desmatamento foram temas que estiveram na pauta.

Como era esperado, a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano voltou a privilegiar o raciocínio. A novidade foram questões com base na crise energética.

Vestibulandos ouvidos pela reportagem afirmaram que a prova teve dificuldade razoável e dentro do esperado. Gostei da prova. Acho que a nota vai me ajudar, disse Micheli Aparecida Marani, 17 anos, que vai prestar Jornalismo.

A estudante Marjorie Ivone Costa Vasconcelos, 21 anos, postulante a uma vaga em Medicina, no ano que vem, comemorou seu desempenho na prova. Ela comentou que a prova foi baseada no raciocínio a na interpretação de informações contidas no exame.

Alguns acharam o tema da redação complicado. Foi o caso de Marília Kuhnen Heinz, 17 anos, que vai prestar Fisioterapia. A mesma opinião foi a de Luiz Fernando Campos, 18 anos. O tema proposto foi o desmatamento da Mata Atlântica.

No País, 276 municípios sediaram as provas. Bauru tinha 7.543 estudantes inscritos. O Enem também foi aplicado em Botucatu, Jaú, Lins e Marília. O Enem foi adotado pelo Ministério da Educação (MEC) para avaliar o conhecimento dos concluintes da 3.ª série do ensino médio (antigo colegial). Várias universidades públicas e particulares utilizam a nota do Enem no critério de seleção no vestibular.

Menor comparecimento

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deverá ter, segundo dados preliminares do Ministério da Educação, um índice de 80% de comparecimento à prova. O índice é menor do que o do ano passado, que foi de 90%. O ministro Paulo Renato Souza ressaltou, porém, que o mais importante neste ano foi o crescimento no número de inscritos, que saltou de 390 mil, em 2000, para 1,6 milhão neste ano.

O principal motivo do aumento das inscrições foi que a maioria ficou isenta do pagamento da taxa. Cerca de 83% dos inscritos não pagaram a taxa de inscrição de R$ 32,00. Os isentos foram alunos de escolas públicas, estudantes que integraram declaração de carente e quem concluiu o supletivo do ensino médio nos últimos 12 meses. "O Enem cresceu tanto devido à gratuidade para esses alunos. Ele se tornou um dos principais mecanismos de acesso ao ensino superior para a população que não tinha acesso às faculdades", disse o ministro.

De acordo com o último censo, o número de concluintes do ensino médio, em 2000, foi de 2,358 milhões, 32% a mais do que em 99, quando 1,786 milhão se formaram. Em 94, antes do governo FHC, o número de concluintes era inferior a 1 milhão.

De acordo com o MEC, o exame correu tranquilamente em todo o País. Ocorreram somente dois acidentes com ônibus que levavam estudantes em Maranguape (CE) e Divinópolis (MG). Com isso, nenhum dos passageiros conseguiu chegar a tempo de fazer a prova.

(*) Colaborou Agência Folha

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