Especial para o JC Cultura
Antigamente, quando o bauruense visitava outras localidades, sempre era alvo de perguntas em torno do porquê Bauru ser chamada de Capital da Terra Branca. Às vezes, o morador de nossa cidade não sabia explicar, motivando essa indecisão uma curiosidade ainda maior por parte de quem interrogava. Diga-se, de passagem, que Capital da Terra Branca foi, por muitos anos, o legítimo slogan de Bauru e assim era conhecida em todo o Brasil.
Conforme o que nos foi dado a observar e nas pesquisas que fizemos, constatamos que o autor foi Afonso Schmidt, cuja idéia assim nasceu: Em 1927, no mês de setembro, realizou-se em Bauru o Congresso Regional da Noroeste, que teve a influente participação do juiz Rodrigo Romeiro. Nesse encontro, foi apresentada a vitoriosa sugestão para a fundação do Asilo Colônia Aymorés (hoje Instituto Lauro de Souza Lima).
Esse fato provocou grande divulgação de Bauru, naquele ano, com diferentes jornais de São Paulo dando larga cobertura ao louvável evento, enviando seus representantes para que fossem feitas amplas reportagens. Na oportunidade, Afonso Schmidt, jornalista e escritor, integrante da Academia Paulista de Letras, pelas páginas do jornal O Estado de São Paulo fez referências elogiosas a Bauru e ao nosso povo. Como título de seu artigo colocou: Capital da Terra Branca, pois no mesmo citava o solo arenoso de Bauru na época, em cujas ruas predominava o areião muito branco.
Assim, esclarecemos como nasceu aquele que foi, durante muitos anos, o nosso slogan, por meio do qual a cidade era citada. Bauru de 1927, bem distante da Bauru de 2001, progrediu assustadoramente e hoje surge como sendo uma das principais do Interior do Brasil, mercê, principalmente, do dinamismo de seu povo que trabalha sem medir esforços.
No decorrer dos anos 50, o poeta bauruense - Eusébio Guerra - ao publicar um poema de louvor à cidade, colocou no teor do mesmo a expressão Bauru, Cidade Sem Limites, que foi absorvida pelo então prefeito Nicola (Nicolinha) Avallone Júnior, o qual passou a usá-la em sua correspondência, no jornal Diário de Bauru, e em todas as promoções, razão por que Capital da Terra Branca acabou desaparecendo e hoje é apenas uma referência no retrospecto histórico da nossa cidade, que pode ser conhecida no Instituto Histórico Antônio Eufrásio Toledo.
O Instituto, que está localizado na rua Capitão Gomes Duarte, 13-41, atende de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12 horas e das 13 horas às 16h30. Aos sábados, das 8h30 às 10h30. Informações poderão ser obtidas pelo telefone 234-2508 / e-mail: ihaet@terra.com.br.