Ato ecumênico, que será realizado sábado, cobra da Prefeitura soluções para as erosões e escoamento da água da chuva
Está marcado para sábado, às 10 horas, um ato ecumênico, na Praça Chujiro Otake, a Praça do Relógio do Sol, que fica no entroncamento para as avenidas Alfredo Maia e Castelo Branco, pelas pessoas que morreram vítimas das chuvas no início deste ano em Bauru. O ato ecumênico está sendo organizado por entidades da cidade, incluindo a Subseção Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que há vários meses cobram da Prefeitura solução para as erosões e o escoamento da água da chuva na cidade.
As fortes chuvas que caíram em Bauru no dia 8 de fevereiro fizeram duas vítimas fatais: o motociclista Rodrigo Maciel dos Santos e a enfermeira Maria Anita Ribeiro da Silva. Santos foi tragado pela enxurrada, com a moto, na avenida Alfredo Maia e seu corpo foi achado em Guainás. Já o corpo de Maria Anita, que também foi levada pela água da chuva, não foi localizado.
Outras duas pessoas, as irmãs Eliane Costa e Viviane Cristina Costa, morreram no dia 4 de março quando o carro que ocupavam caiu em uma erosão aberta pela chuva na avenida Waldemar G. Ferreira. O ato ecumênico, que deve contar com a presença de representantes de católicos e evangélicos, será seguido de uma manifestação política dos representantes das entidades, que vão cobrar solução da Prefeitura para o escoamento da água da chuva e para as erosões abertas em fevereiro.
Representantes da União das Sociedades Espíritas (USE) - Regional Bauru também devem ser convidados para o ato ecumênico. A realização do ato foi definida na segunda plenária popular feita pelas entidades que buscam uma solução para os problemas estruturais da cidade, realizada na segunda-feira passada. Na ocasião, também foi marcada uma audiência pública, na Câmara Municipal, para o próximo dia 11, também para cobrar da Prefeitura soluções para os problemas.
Rodney José Bastos, presidente do Conselho Diocesano de Leigos, que representa a Igreja Católica, disse que durante o ato os participantes vão rezar pelas vítimas das chuvas e, ao mesmo tempo, vão cobrar providências para que a população tenha mais segurança na próxima temporada de chuvas. Será um protesto por direito à vida, pelo direito de ir e vir com segurança. Queremos evitar outras catástrofes como as que ocorreram no início do ano, disse.
Em seguida, será feita uma manifestação política. Sandro Fernandes, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, disse que, mais uma vez, serão cobradas providências à Prefeitura. Ele ressaltou que a Carta de Bauru, documento que listou prioridades para a Prefeitura visando resolver os problemas de erosões e de escoamento da água da chuva, foi solenemente ignorada. A Carta de Bauru foi elaborada durante a primeira plenária popular, realizada em maio.
Fernandes lembrou que a Prefeitura ainda não iniciou os trabalhos para recuperar as grandes erosões abertas durantes as chuvas do início do ano, que inclui as da avenida Waldemar G. Ferreira, Mara Lúcia. Para ele, a argumentação da Prefeitura de que está aguardando verbas estaduais para atuar no combate à erosão, é uma política equivocada e temerária. Essas obras emergenciais têm que ter prioridade porque são vias públicas, vias urbanas, disse.
O ato de sábado deverá contar com faixas e cartazes reivindicando providências para os problemas estruturais da cidade. Também serão entregues à coordenação do ato, na ocasião, os abaixo-assinados que estão sendo passados pelas igrejas católicas reivindicando providências à Prefeitura.