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Funcionários do Fórum entram em greve

Redação
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Os funcionários do Poder Judiciário Estadual de Bauru entraram em greve ontem, em reivindicação à reposição salarial e melhores condições de trabalho, entre outras coisas. Eles estiveram reunidos em frente ao Fórum, na manhã de ontem. A paralisação foi definida em assembléia realizada no dia 10 de agosto e teve adesão de cerca de 90% dos funcionários de Bauru, além de diversas cidades do Estado. A paralisação se estenderá durante o dia de hoje, quando uma assembléia, marcada para o final da tarde, avaliará o movimento e decidirá novos rumos.

Os funcionários estão pleiteando reposição salarial de 34,71%; adiantamento referente ao Plano de Cargos e Salários; definição de data-base; reajuste no auxílio-saúde e reajuste no auxílio alimentação, que há sete anos permanece sem aumento. Em princípio, nós queremos a nossa reposição salarial, que é o cumprimento de Constituição. E nós queremos, também, o adiantamento pelo projeto de Plano de Cargos e Salários, que é 20%. Isso somaria 54,51%, informou Rosa Lúcia Abicair, que é escrevente e membro da Associação dos Funcionários do Poder Judiciário da Comarca de Bauru.

Além disso, os grevistas querem a extensão do auxílio-creche aos funcionários do Interior. O Tribunal paga um auxílio-creche aos funcionários da comarca da Capital e não estende isso ao funcionalismo do Interior. Nós precisamos que seja estendido por uma questão até de isonomia, observou Rosa Lúcia.

Outra reivindicação dos funcionários do Poder Judiciário Estadual são melhores condições de trabalho. Nós queremos reposição de material de trabalho, papel higiênico, água potável. Estamos pagando isso com o nosso salário. Nosso salário está defasado em sete anos, período em que estamos pagando muitas coisas para trabalhar. Há muitos anos, pagamos café e estamos pagando até o papel higiênico. Hoje, se nós temos um cartório informatizado, é porque cada funcionário pagou o seu computador. Tem época em que nós ficamos sem formulário contínuo para rodar, agravou.

O movimento teve adesão de cerca de 90% dos funcionários, em Bauru. A paralisação atingiu também cidades como São Manoel, Botucatu, Conchas, Lençóis, Ribeirão Preto, Piratininga, Jaú, Bariri, Dois Córregos, Tupã, Ourinhos e Ribeirão Preto, esta última com 100% de adesão. No quadro geral, a participação estadual na greve gira em torno de 80%, segundo informou Osni Azzi, do Comando de Greve de Bauru.

Uma assembléia, na Praça João Mendes, em São Paulo, às 13 horas de ontem, definiu a continuidade da paralisação no Estado de São Paulo. Vínhamos negociando, expondo as nossas necessidades, e o Tribunal encerrou a negociação. Queremos que ele nos abra uma possibilidade - não só do funcionário, mas do Poder Judiciário como um todo, expôs Rosa Lúcia.

De acordo com Azzi, ontem o Comando de Greve não foi recebido pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Márcio Bonilha, na Capital. Diante da recusa, a categoria decidiu manter a greve durante esta terça-feira. Uma nova assembléia será feita hoje.

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