A estimativa da Dise é de que no local era comercializado cerca de 1,8 quilo da droga por semana. Uma pessoa foi presa
A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru, apreendeu, ontem pela manhã, 60 gramas de maconha e duas armas numa casa do Núcleo Octávio Rasi. O local, de acordo com a Dise, era um ponto-de-venda de drogas que comercializaria, por semana, cerca de 1,8 quilo de maconha.
A apreensão fez parte da Operação Periferia, que a Dise desencadeou em junho do ano passado. A droga e as armas estavam numa casa da quadra 3 da rua Breno Pinheiro Machado Ribas, de propriedade do auxiliar de serviços gerais M.S.R., 34 anos (só iniciais do nome divulgadas pela polícia). O rapaz foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, porte ilegal de armas e resistência.
Conforme informou o delegado-titular da Dise, José Henrique Gomes dos Santos, M.S.R. passou a ser investigado após denúncias anônimas à polícia informarem que na casa dele ocorria tráfico de drogas. Uma equipe da Dise foi destacada para investigar o caso e constatou uma movimentação suspeita na casa de M.S.R., o que confirmou a denúncia.
Ontem pela manhã, com autorização judicial para busca, os policiais foram até a casa de M.S.R. e encontraram duas porções médias de maconha em um dos quartos da casa. Em outro local da casa, localizaram 14 pequenas porções, que estariam prontas para a venda. Ao todo, a droga pesou 60 gramas.
As duas armas - um revólver calibre 38 municiado e uma pistola semi-automática calibre 635 municiada - foram achadas escondidas na casa. M.S.R., de acordo com os policiais, ofereceu resistência à abordagem, se armando com uma faca, e por isso também foi autuado por resistência. A suspeita do delegado é de que as armas encontradas na casa tenham sido trocadas por droga. A origem das armas serão investigadas, visando descobrir se são lícitas ou não.
José Henrique chamou a atenção para a importância da apreensão ocorrida ontem. Pela quantidade de maconha apreendida, ele estima que por mês era comercializada cerca de 1,8 quilos. O delegado, que apurou que M.S.R. era temido no bairro, ressaltou que a Operação Periferia visa a repressão ao tráfico de drogas para, assim, coibir crimes patrimoniais.
O tráfico na periferia, explicou José Henrique, desencadeia crimes, principalmente contra o patrimônio, em toda a cidade. Ao tornar-se viciado, o usuário de droga da periferia, sem dinheiro, acaba cometendo crimes como furto e roubo para poder obter dinheiro. Além disso, sobre o efeito da droga, fica mais propenso a envolver-se em brigas.