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Sindtran vai a dissídio com a TUA e a Kuba

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

A mesa-redonda realizada anteontem, na 15.ª Região do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Campinas, entre o Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Bauru (Sindtran) e representantes das operadoras do sistema de transporte coletivo TUA e Kuba, terminou sem acordo. Em função do novo impasse, o presidente do Sindtran, Elias Pinheiro da Silva, disse que a categoria deve instaurar dissídio coletivo sem greve, até o final desta semana.

De acordo com Silva, durante a reunião de segunda-feira o sindicato chegou a abrir mão da equiparação salarial ao acordo que foi fechado com a Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) para os salários dos cobradores, na tentativa de chegar a um consenso com as duas empresas que ainda não concluíram o acordo coletivo dos trabalhadores. Porém, tanto a TUA quanto a Kuba não concordaram e teriam mantido a proposta de reposição salarial de 7%, sem o tíquete-alimentação de R$ 80,00. A única vitória conquistada durante a mesa-redonda, segundo Silva, foi a estabilidade de emprego para todos os funcionários da TUA e Kuba, até 31 de dezembro deste ano, com exceção das demissões por justa causa.

Ontem, o Sindtran fez uma reunião, em Bauru, com os diretores sindicais e o departamento jurídico da entidade para avaliar a situação. Nesse encontro ficou definido que o advogado do sindicato irá instaurar dissídio coletivo, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas, medida que deve ser tomada até a próxima sexta-feira, segundo Silva.

Decidimos pelo dissídio coletivo sem greve para não prejudicar a população usuária do sistema de transporte e para que os trabalhadores não sofram retaliação por parte das duas empresas. Com o dissídio instaurado, o julgamento deve levar cerca de 150 dias para ser feito. Mesmo que a decisão do dissídio não favoreça a categoria, nós não corremos o risco de perder o que a TUA e a Kuba já ofereceram, que são os 7% de reposição salarial aos seus funcionários, estendendo-se às horas extras e ao FGTS. Além disso, entre a instauração do dissídio e o julgamento, as empresas ainda poderão se manifestar para apresentar novas propostas. O sindicato continuará aberto às negociações, diz Silva.

De acordo com ele, mesmo com a instauração de dissídio não estão descartadas paralisações esporádicas por parte dos trabalhadores da Tua e da Kuba, como forma de protesto pela falta de acordo.

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