Um balão, aparentemente construído com sacos plásticos, observado sobre Bauru ontem à tarde, colocou em alerta a Defesa Civil porque estava na rota de aviões e pelo risco de causar incêndio na queda. O balão foi avistado por Álvaro de Brito, presidente da Comissão Municipal da Defesa Civil, que avisou o Corpo de Bombeiros e a torre de controle do aeroporto.
O balão desapareceu na direção de Pederneiras e até as 20h30 de ontem não se tinha informação se havia caído. Brito estimou que o balão tinha 12 metros de comprimento e um metro de diâmetro. Ele explicou que o balão feito de saco plástico, por ser leve, sobe graças às correntes de ar quente.
Brito acredita que o balão tenha caído à noite, devido a queda da temperatura. Logo quando foi visto por Brito, o balão estava a cerca de 300 ou 400 metros de altura, na rota de aproximação dos aviões. À medida que se afastou da cidade, o balão subiu, chegando a mais de mil metros de altura, de acordo com Brito.
Pela altura que foi visto sobre Bauru, relativamente baixa, Brito acha que o balão deve ter sido solto na região da Vila Falcão ou Bela Vista. O coordenador da Defesa Civil contou que o balão do tipo do avistado ontem em Bauru sobe e é mantido no ar graças a correntes quentes. Soltar balão é proibido e o responsável pode, ainda, responder por outros crimes que venham ocorrer em decorrência do balão.
Além do risco de ser sugado pela turbina do avião, de acordo com Brito, esse tipo de balão, se tiver arame em sua estrutura, pode causar curto-circuito caso caia sobre fiação elétrica. Brito explicou que alguns balões do tipo do visto ontem em Bauru não têm tocha em seu interior, não havendo, portanto, risco de causar incêndio ao cair. No entanto, em alguns casos, esse tipo de balão tem uma tocha mínima.
Soltura de balões em Bauru é rara, mas como em São Paulo, cidade que concentra os baloeiros, a prática vem sendo rigidamente coibida, pode estar havendo uma migração para o Interior, segundo o coordenador da Defesa Civil. Ele ressaltou que se um balão com tocha cair na região pode causar grave dano ambiental porque existem muitas reservas florestais.