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Conselho Universitário adia a decisão sobre Reitoria da Unesp

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 3 min

O Conselho Universitário da Universidade Estadual Paulista (Unesp) adiou a decisão sobre a transferência da Reitoria da instituição para o Interior. Em reunião realizada ontem, em São Paulo, os conselheiros aprovaram a retirada da proposta de realização de plebiscito sobre a interiorização.

A reunião durou seis horas e resultou, também, na formação de uma nova comissão, que ficará responsável por elaborar documento complementar ao relatório de mudança da sede da Reitoria da Unesp já apresentado ao Conselho Universitário.

O grupo é composto por sete pessoas, entre representantes das comunidades docente, discente e de funcionários. Os trabalhos serão presididos pelo professor Luiz Antonio Vane, que foi presidente da primeira comissão, a qual visitou as cidades-candidatas a sediar a Reitoria, entre elas Bauru.

O documento deverá ser entregue pela comissão até o dia 30 de setembro, quando foi agendada nova reunião extraordinária do Conselho Universitário. O relatório complementar deverá incluir dados sobre a cidade de São Paulo, onde a Unesp possui terreno na Barra Funda e que poderia abrigar o novo prédio da Reitoria.

A solicitação de inclusão de informações sobre São Paulo, sugerida por um conselheiro, indica a possibilidade de não haver interiorização.

O conselho está totalmente dividido. Existem conselheiros que defendem a manutenção da Reitoria na Capital e outros que querem o deslocamento da administração para o Interior. A escolha da cidade gera outro impasse: uns defendem o plebiscito e outros consideram que a responsabilidade da escolha é do Conselho Universitário, não da comunidade, explica Edwin Avólio, presidente do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC) de Bauru e diretor da Faculdade de Engenharia (FE).

Segundo Avólio, um dos membros do conselho, a exposição e a defesa de todas as propostas foi realizada sob clima tenso. A reunião foi muito difícil e o ambiente estava pesado. O Conselho Universitário não tem posição fechada sobre a interiorização e a proposta sobre o plebiscito, por enquanto, encontra pouco apoio, afirma.

Outro fator de indecisão é que os conselheiros acreditam dispor de poucas informações sobre o processo de transferência e sobre as cidades-candidatas. Daí, a decisão sobre o adiamento do processo de interiorização.

Apesar disso e do fato da Reitoria ter renovado o contrato do prédio da alameda Santos (que ocupa atualmente) por 18 meses, a decisão ou não sobre a transferência da administração para o Interior deve ser encerrada neste ano.

O fato da nova reunião extraordinária ser realizada em 30 de setembro indica isso. Depois dessa data, dois terços do conselho serão renovados e, se não houver decisão, os estudos sobre a interiorização começarão, praticamente, do zero, porque nem todos os conselheiros estarão a par do processo, finaliza Avólio.

Congregações irão discutir plebiscito

As três congregações do câmpus de Bauru da Unesp irão discutir o plebiscito como forma de definir se a sede da Reitoria da instituição será interiorizada. A afirmação é de Edwin Avólio, presidente do GAC e diretor da FC.

As congregações são órgãos máximos das faculdades e têm caráter consultivo e deliberativo, sendo formadas por representantes de alunos, professores e funcionários. No caso de Bauru, há três congregações: da FE, da Faculdade de Ciências (FC) e da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac).

Ontem, após a reunião do Conselho Universitário, os diretores das três faculdades da Unesp de Bauru - que são membros do conselho - conversaram e avaliaram que é preciso discutir a questão do plebiscito no âmbito de cada faculdade.

Dessa forma, poderemos votar na próxima reunião do CO com mais respaldo sobre o assunto, diz Edwin Avólio. As reuniões das congregações deverão ser realizadas antes de 30 de setembro, data da assembléia extraordinária do CO.

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