Não há outro prédio para abrigar os presos caso a Cadeia Pública seja interditada pela Vigilância Sanitária.
Se a Cadeia Pública de Bauru, o Cadeião, for interditada, não há outro prédio para abrigar os presos da cidade, uma vez que as cadeias da região estão lotadas. A informação é do delegado Seccional, Antônio Ângelo Ciocca, que lembrou que a cadeia de Lençóis Paulista foi interditada há três anos, mas continua abrigando presos porque não há outra alternativa.
Segundo Ciocca, se a interdição for decretada, corre o risco de ficar apenas no papel porque não existe outra cadeia para receber os presos de Bauru. As dez cadeias da região estão superlotadas. Não há alternativa, disse. O delegado Roberto Cabral Medeiros, que responde pelo expediente da cadeia, também receia que a interdição, se for decretada, não saia do papel.
Se houver interdição da cadeia, é importante que não fique só no rótulo; que seja interditada, que não continue trabalhando, funcionando normalmente, disse. Para Ciocca, a única alteração que ocorrerá caso a interdição seja decretada, é agilização do processo de construção do Centro de Detenção Provisória (CDP) para substituir a cadeia.
A construção do CDP, solicitada pela Polícia Civil desde o início do ano, entrou no orçamento de 2002. O CDP é uma das prioridades do governo estadual para Bauru no próximo ano. O delegado Seccional espera que o CDP esteja pronto no início do segundo semestre de 2002.
O CDP é um modelo novo de cadeia para presos provisórios, com capacidade para cerca de 700 detentos, que já está funcionando em Sorocaba e na Capital.