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Furtos ameaçam linhões de energia

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Ação deixa empresas e governo preocupados com possível atraso na expansão das linhas de transmissão de energia.

São Manuel - Os constantes furtos de cabos das torres de transmissão da rede de expansão de energia elétrica que vêm da represa de Taquaruçu em direção a Sumaré preocupam não só a polícia, como a empresa responsável pela obra. A situação é tão preocupante que hoje, Sérgio Almeida, o presidente da Empresa de Transporte de Energia do Oeste (ETEO), que ganhou concessão do Governo Federal, para a execução da obra, estará em São Manuel, para uma vistoria nas obras e também para contato direto com autoridades locais.

Só nos últimos meses, segundo cálculos da empresa, já foram registrados 14 furtos de cabos instalados, o que corresponde a aproximadamente 111 quilômetros de material, ou ainda, 150 toneladas de fios.

De acordo com Sérgio Almeida, esses seguidos furtos significam uma ameaça para que a linha de transmissão de energia seja entregue no prazo previsto, que é novembro próximo. Corremos para adiantar a obra em cerca de um mês, para ajudar o País a suportar a crise. Agora, vêm esses furtos, reclama.

Os furtos têm ocorrido com frequência na região de São Manuel e Botucatu. Ontem, segundo Almeida, mais um foi registrado. As ocorrências já trouxeram à região inclusive policiais da Delegacia do Patrimônio (Depatri), de São Paulo. Assim como a polícia local, eles investigam as investidas dos marginais.

A linha que está sendo construída deve ajudar na transmissão da energia, gerada pelas usinas do Pontal do Paranapanema, também para o sistema elétrico da região de Bauru. Como a obra está em andamento, os fios, de alta tensão, não estão ainda eletrificados. Ao todo, a linha de transmissão deverá ter 500 quilômetros de extensão e passará por 36 municípios do Interior paulista.

A capacidade de transmissão das torres é de 440 mil volts, segundo um dos engenheiros eletricista da empresa.

Embora a concessão tenha sido ganha pela ETEO, outra empresa - a Siemens - foi contratada para executar o empreendimento. A Siemens, por sua vez, contratou a Nativa Engenharia para estender a linha de transmissão até Sumaré.

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