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Exame ameniza a cobrança moral

Rose Araújo
| Tempo de leitura: 2 min

Pequena margem de erro do teste de DNA livrou as mulheres da constrangedora missão de provar sua boa conduta

O advento do exame de DNA foi um marco na história dos processos de paternidade. A eficácia do teste, que descobre se o filho tem as características genéticas do pai, livrou as mulheres da constrangedora missão de provar sua boa conduta.

Como o teste de HLA, antecessor do DNA, não afirmava com certeza se a paternidade, a mãe precisava apresentar testemunhas para provar que ela só tinha mantido relações sexuais com aquele homem. Era uma situação horrível. Muitas mulheres desistiam do exame por se sentirem constrangidas diante dessa situação, contou a advogada do Ciam, Maria Gabriela Ferreira de Mello.

Hoje, conforme ressaltou o procurador do Estado Luiz Arnaldo Salomão, a mulher pode até requisitar o exame de DNA de dois homens diferentes, caso ela mesma tenha dúvida de quem seja o pai da criança.

Apesar de já ser bem mais comum atualmente, não é tão fácil fazer o exame. Quem não tem condições financeiras para pagar o exame, que custa de R$ 1.150,00 a R$ 1,6 mil, tem que recorrer à Justiça e pedir o teste através do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc).

De acordo com o biólogo e geneticista Esiquiel de Miranda, a tendência é de que o preço do recurso fique mais baixo nos próximos anos. A tecnologia vai se tornando mais acessível e, quanto mais se difunde, mais barato fica fazer o exame, disse. Ele lembrou que há 10 anos, o valor do teste de DNA chegava a US$ 2 mil (cerca de R$ 5 mil). Hoje pode ser encontrado até por R$ 750,00. Os exames mais baratos podem conter erros, ressaltou o biólogo.

De acordo com ele, a principal diferença entre o DNA e o HLA é que este último parte do princípio da exclusão, analisando o produto do gene, e não o gene.

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