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SUS investe R$ 8,5 milhões ao mês

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 2 min

O Sistema Único de Saúde (SUS) é alvo de reclamações e descontentamento por parte dos usuários, mas apesar de todas as suas falhas que devem ser corrigidas porque a vida de um ser humano tem que estar em primeiro plano, o sistema, em alguns pontos, funciona bem. Os gerenciadores deste sistema também devem aprender a ouvir e saber dos próprios usuários o que é preciso melhorar. Onde estão as principais queixas? É preciso que o próprio governo abra os olhos e lute para oferecer aquilo que a população merece, um tratamento digno, atendimento adequado, respeito e consideração.

As pessoas ouvidas nas ruas pelo JC Saúde se queixaram da falta de pessoal nos setor da Saúde para um melhor atendimento. Elas esperam que se contrate mais gente para que os funcionários que hoje estão trabalhando nesse setor possam realizar seus trabalhos de uma maneira mais tranqüila e, dessa forma, os beneficiados, os usuários, poderão contar com um atendimento mais humano.

De acordo com o diretor da Diretoria Regional de Saúde (DIR-10), Flávio Badin Marques, normalmente as pessoas vêem o SUS do ponto de vista negativo, naquilo que o sistema tem de dificuldade. Ele afirmou que o SUS tem falhas e que quem está ligado ao gerenciamento tem o conhecimento onde está o estragulamento do sistema, onde estão as dificuldades. Eu acredito que uma grande dificuldade que temos está relacionada ao financiamento que está aquém do que deveria ser. Há necessidade de se ter mais recursos. A saúde é uma coisa cara, principalmente da forma como é colocada através do SUS que é um processo caro e eu digo isso porque não tem restrição de atendimento, tem todos os procedimentos dentro da tabela do SUS e isso é caro, afirmou.

Marques explicou que todo o serviço realizado pelo SUS que traz benefícios para o usuário é deixado de lado, normalmente, cedendo lugar aos problemas existentes como a espera de um paciente para ser atendido, por exemplo. Ele citou vários pontos positivos do sistema que devem ser lembrados, Este País é o único que cede para o paciente todos os medicamentos para o tratamento da Aids. Todos os pacientes que estão inscritos no programa de Aids recebem do governo todos os medicamentos. Até recentemente, toda quimioterapia e radioterapia realizadas no Brasil eram feitas, praticamente, só pelo SUS, que são tratamentos caros. Agora, mais recentemente, os planos de saúde passaram a dar algum tipo de cobertura. Também as hemodiálises que até recentemente eram feitas somente pelo SUS. Falando em transplantes, os mais simples os planos de saúde já cobrem, mas os transplantes cardíacos, pulmonares, de fígado, são 100% feitos pelo SUS. O sistema está aí, está atendendo as pessoas.

Marques explicou que o SUS da regional de Bauru tem um faturamento de R$ 8,5 milhões por mês. Se você considerar que o que é faturado pela tabela do SUS é um preço bem baixo, então você vê que se faz é muita coisa, afirmou.

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