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Adolescente é morta com tiro no rosto

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 2 min

Edgar Costa dos Santos foi indiciado pelo crime. Ele teria efetuado disparo após cobrar uma dívida da vítima.

A adolescente S. C. S., 17 anos, foi morta, ontem pela manhã, com um tiro de garrucha, no interior de uma residência, na rua Joaquim Fidélis, próxima à avenida Nações Unidas, em Bauru. O acusado de efetuar o disparo, Edgar Costa dos Santos, 34 anos, foi preso por policiais militares nas imediações, levado ao 3.º Distrito Policial onde foi indiciado por homicídio. O rapaz foi recolhido à Cadeia Pública de Bauru.

De acordo com o depoimento de testemunhas à Polícia Civil, S. fazia programas sexuais e era agenciada por Santos, a quem deveria R$ 80,00. O assassinato teria ocorrido após Santos ter ido cobrar a dívida. Ele é acusado de, após a discussão, ter efetuado o tiro que atingiu a moça no rosto.

S. chegou a ser atendida por uma Unidade do Resgate, do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos resultantes do tiro. Ela morreu no Pronto-Socorro Central por volta das 9 horas. A Polícia Civil vai investigar as informações dos depoentes de que S. fazia programas e era agenciada por Santos.

Santos é acusado de ter embrulhado a arma em uma camiseta e saído com sua amásia, a dona de casa M. G. L., 39 anos - iniciais colocadas a pedido da polícia, que a arrolou como testemunha do crime - após efetuar o disparo. A garrucha, juntamente com a camiseta, foi jogada no quintal de uma casa, próxima ao local do crime.

Abordado pela polícia, Santos inicialmente negou a tentativa de homicídio, mas depois confessou. Ele disse ao delegado Carlos Crivellari Creppe, do 3.º Distrito Policial, que estava sendo ameaçado e que atirou em S. pensando tratar-se de um de seus ameaçadores. Depois do depoimento, foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e foi encaminhado à Cadeia Pública de Bauru.

Caso seja comprovada a participação do acusado no crime, ele poderá pegar pena de 12 a 30 anos de prisão. O delegado Creppe iria ouvir outras testemunhas para levantar se Santos era realmente agenciador de S.. Se for fato, ele poderá responder por rufianismo, cuja pena prevista é de 1 a 4 anos de prisão.

De acordo com a polícia, Santos tinha várias passagens pela polícia. Em uma delas, esteve preso na cadeia local por pertencer à Gangue da Função, que realizava furtos e arrastões na cidade. Na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) também havia dois boletins de ocorrência registrados por M. G. L. Ela o acusava de agredi-la e mantê-la sob cárcere privado.

Por volta das 12h30, policiais localizaram o pai e o tio da vítima. Assim como eles, S. era residente em Agudos.

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