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Cesta básica teve reajuste de 2,74%

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 3 min

Levantamento realizado pelo Data-ITE apontou uma alta inesperada, atribuída a um repique da inflação.

O preço mínimo da cesta básica em Bauru teve uma alta de 2,74%, em agosto de 2001, atingindo R$ 139,25 contra R$ 135,54 de julho, de acordo com pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Econômicas da Instituição Toledo de Ensino (ITE), para o Data-ITE. O valor de Bauru permanece abaixo do mínimo apurado na Capital pelo Dieese, que atingiu R$ 147,73, e é 6,9% maior. No mês passado, o Centro da cidade passou a ter o valor mais alto por regiões.

Para o delegado regional do Conselho Regional de Economia (Corecon), Reinaldo César Cafeo, que é um dos coordenadores da pesquisa, a alta de preços em Bauru não era esperada - a projeção era de estabilidade -, mas pode ser atribuída a um repique de inflação nesse setor.

De acordo com ele, alguns produtos, apesar de não serem importados acabam sofrendo a influência da alta do dólar, ocorrendo, em alguns casos, o repasse de custos aos produtos. Essa alta reflete, ainda, a redução da concorrência entre os supermercados de Bauru, que forçava uma queda nos preços.

De acordo com a pesquisa, realizada em dez supermercados de Bauru, coordenada pelos professores Jacques Vervier e Cafeo, em agosto, o grupo alimentação consumiu R$ 103,31 do total. Esse valor é 3,45% maior do que o apurado no mês de julho. A maioria dos preços apresentou pouca variação neste período. Destaques para o arroz, com queda de 6,9%, e para a farinha de trigo, com alta de 11,6%.

O grupo limpeza doméstica, representou um total de R$ 20,00. Esse valor é 1,47% maior do que o do mês de julho de 2001. A água sanitária foi, novamente, o destaque com alta de 12,3% (no mês anterior já havia subido 20,7%) enquanto que o detergente caiu 30%.

Já o grupo higiene pessoal, equivalente a R$ 15,94, representou um índice 0,19% menor que o do mês de julho de 2001. O desodorante foi o destaque com alta de 19,8% e o sabonete teve redução de 6,9%.

A pesquisa é realizada em dez supermercados de diversas regiões da cidade, sem que ocorra repetição de dois da mesma rede. Estão incluído 31 produtos, das marcas mais consumidas em Bauru, de acordo com pesquisa realizada anteriormente.

Uma das principais conclusões da pesquisa comprova a velha tese de que o consumidor deve estar muito atento na hora de comprar, pois entre os preços mínimos e máximos dos mesmos produtos há diferenças expressivas.

O valor base adotado é o da segunda semana do mês, no caso de agosto, mesmo critério utilizado pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Dieese). A cesta do Dieese é bastante generosa; 15 Kg de arroz, 4 Kg de feijão e 10 sabonetes por mês para quatro pessoas.

A metodologia adotada pela ITE é a mesma usada para apuração da cesta básica na Capital, por meio de um convênio entre o Dieese e o Procon. Isso faz com que se tenha, inclusive, uma base de comparação.

O valor mínimo total da cesta em Bauru é a soma dos menores preços encontrados nos dez supermercados. Isso não significa que o consumidor vai conseguir encontrar esse total se comprar em apenas um estabelecimento.

Centro tem maior preço por regiões

Por regiões, a pesquisa do Data-ITE verificou que a Zona Central apresenta o maior valor para a cesta básica, com R$ 168,42, que significa 20,95% mais do que o valor mínimo de R$ 139,25. O menor valor está na Região Norte, com R$ 157,69, numa diferença de 13,24% sobre o preço mínimo.

Em relação ao menor preço, o valor encontrado na Zona Oeste da cidade R$ 159,53 - é 14,56% maior. A Região Sul teve o terceiro maior preço em relação ao mínimo, com R$ 160,13 (14,99%). O segundo valor mais alto por região vem da Zona Leste, onde chega a R$ 167,08, ou seja, 19,99% maior que o menor preço.

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