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Adolescente morta estaria grávida

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A polícia aguarda laudo do IML para confirmar ou não gravidez. Amásia de acusado do crime disse que era ameaçada.

A adolescente S. C. S., 17 anos, morta anteontem com um tiro de garrucha numa casa na rua Joaquim Fidélis, próximo à avenida Nações Unidas, poderia estar grávida. A informação de que S. estava grávida foi passada ao delegado Carlos Creppe Júnior, do 3.º Distrito Policial, e ao JC ontem, por telefone, por uma pessoa que não quis se identificar.

Creppe aguarda o laudo da necrópsia de S., feita pelo Instituto Médico Legal (IML), para saber se a adolescente estava ou não grávida. A dona de casa M. G. L., 39 anos, amásia de Edgar Costa dos Santos, 34 anos, acusado de matar a adolescente, em depoimento ontem à Polícia Civil, disse que era constantemente ameaçada e agredida por ele. Santos foi preso anteontem.

O crime teria ocorrido após Santos tentar receber da adolescente uma dívida de R$ 80,00. Testemunhas disseram ao delegado que S. fazia programas sexuais e era agenciada por Santos, informações que estão sendo apuradas.

Creppe disse que testemunhas arroladas no caso confirmaram que ouviram dizer que S. estava grávida. A amásia de Santos, cujo nome está sendo preservado a pedido dela e da polícia, está com medo de sofrer represália. O receio dela é que, se Santos for solto, as ameaças de morte sejam concretizadas.

Ela contou ao delegado que só voltou a morar com Santos porque foi ameaçada por ele com a mesma arma usada para matar S. A mulher já havia registrado vários boletins de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) por agressão, ameaça, subtração de incapaz, estupro, entre outros delitos.

M. disse ao delegado que seu irmão foi ameaçado por Santos com a mesma garrucha usada para matar S. A mulher disse que Santos chegou a colocar a arma sob sua cabeça, o que a forçou a deixar a casa de seus pais e ir morar com ele. As ameaças seriam constantes.

Em depoimento, ontem, M. G. L. confirmou que Santos sabia que era S. que estava na casa. Após ser preso, Santos alegou à polícia que atirou pensando que quem estava na casa era uma pessoa que supostamente vinha o ameaçando.

O delegado também aguarda o laudo do exame residuográfico feito nas mãos do acusado. Santos, que anteontem foi recolhido à Cadeia Pública de Bauru, foi transferido para a cadeia de Reginópolis por medida de segurança, para protegê-lo fisicamente de possíveis agressões de colegas de cela.

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