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Ação assusta Parque Viaduto

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O tiroteio ocorreu entre 9h30 e 10 horas num terreno entre a Chácara Três Corações e o Parque Viaduto e assustou moradores do bairro, que ouviram os disparos e acionaram a Polícia Militar pelo 190. Equipes da Base Oeste e do Tático-4 foram para o local, mas quando chegaram as pessoas que estavam efetuando os disparos, cerca de dez, já haviam fugido, entrando no matagal.

Próximo do local do tiroteio, os policiais localizaram P.R.A.S., 16 anos, com uma porção de maconha escondida no tênis. Como estava com droga, o adolescente foi levado para a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), onde foi ouvido e posteriormente levado à DIG/Garra.

Numa operação conjunta, policiais da Base Oeste e do Tático continuaram vasculhando o terreno, quando encontraram um revólver calibre 38 com seis cartuchos deflagrados abandonado. A arma foi apreendida e levada para o 1.º Distrito Policial, sendo mais tarde encaminhada para a DIG/Garra. Por volta das 13 horas, uma morador da região do Parque Viaduto, que estava tocando uma boiada, deparou-se com um rapaz morto no pasto.

Novamente, a polícia foi acionada para o local. Os moradores das proximidades onde ocorreu o tiroteio estão com medo. Por temer represália, alegando que o tiroteio envolveu pessoas do bairro, ninguém quis relatar o que aconteceu ao JC. Na DIG/Garra, P.R.A.S. disse que brigou com sua família, em Ribeirão Preto, e por isso, há quatro dias, resolveu vir para Bauru com a roupa do corpo.

Ao chegar em Bauru, P.R.A.S. disse que passou a guardar carros para obter dinheiro para comer, dormindo em bancos da praça. Anteontem, segundo seu depoimento, encontrou um rapaz que ele conhecia de Ribeirão Preto. Esse rapaz, cujo primeiro nome é o mesmo do RG encontrado perto do corpo, de acordo com o adolescente, o convidou para ir ao Parque Viaduto.

O adolescente afirmou que ontem pela manhã os dois estavam fumando maconha quando, de repente, surgiram quatro pessoas, sendo duas de cada lado, atirando. P.R.A.S. disse que, assustado, fugiu, sendo mais tarde apreendido por policiais militares. No depoimento, ele ainda disse que já esteve internado duas vezes na Febem - uma por tráfico de drogas e outra por roubo. Também afirmou que não tinha dívidas de drogas em Bauru. Ele foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude para internação.

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