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Colônias de férias

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 8 min

Elas têm preços acessíveis e são uma boa quando a meta é o lazer.

Em tempos bicudos nada melhor do que unir lazer e economia. E esse é um dos objetivos das colônias de férias que oferecem turismo com preço acessível. A Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP), por exemplo, conta com nada menos do que sete colônias espalhadas por balneários, praias, serras e campo, que fazem com que o viajante se sinta em casa.

Todas oferecem café da manhã, almoço e jantar, muitas atividades recreativas e de quebra integração total entre os hóspedes. Em todo Estado há 200 mil associados da AFPESP e na região de Bauru, 18 mil. Para desfrutar da mordomia é simples. O funcionário público das esferas municipal, estadual ou federal (nesse caso com exceção do aposentado), tem que comprar o título familiar (24 prestações de R$ 18,00) e contribuir com uma taxa irrisória de R$ 8,80 ao mês. O prazo de carência é de dois meses e, a partir daí o associado pode se inscrever para excursões promovidas rotineiramente pela delegacia regional de Bauru ou ir por conta própria às colônias, caso do Guarujá, Campos do Jordão, Serra Negra.

Guarujá

O prédio da AFPESP se destaca na praia das Astúrias. Todos os apartamentos têm vista para o mar. Abrindo as janelas você avistará um rochedo, o Pombeva e, mais adiante, a ilha da Moela. A colônia foi inaugurada em 1998 e o edifício tem 13 andares com 13 apartamentos cada, 169 quartos e 510 acomodações. Fica de frente para o calçadão (basta atravessar a pista e você colocará os pés na areia). Nos quartos, há uma cama de casal mais outra de solteiro, ou duas camas de solteiro mais o anexo, se for o caso, ou, terceira opção, uma cama de casal e uma de solteiro mais uma auxiliar, tudo suficiente para acomodar pelo menos quatro pessoas.

No passado, o local que hoje abriga o prédio imponente era uma antiga colônia de pesca, refúgio de pescadores que, por volta dos anos 30, não tinham noção do que se tornaria o Guarujá hoje. A colônia conta com estacionamento para 209 carros, uma vaga por apartamento, salão de jogos com pebolim, ping pong e snooker, ambulatório, salão de festas, anfiteatro, salão de beleza, biblioteca, cinco salas-ambiente etc.

No mezanino ficam duas salas de estar com dois ambientes. De cada uma delas, avista-se o mar, pois todas são voltadas para Leste e as paredes são envidraçadas. O corrimão transparente dá a sensação de ampliturde. A sala de carteado, com seis mesas para jogos, além de duas salas de estar, também estão localizadas nesse piso onde, igualmente, ficam o apartamento do administrador e o berçário.

A colônia conta ainda com auditório e outros dependências para quem quer descansar, se divertir, curtir o sol, o mar, a brisa desembolsando pouco. Na baixa temporada, a diária de R$ 29,40 por pessoa, cai para metade. Por uma semana o associado pagará menos que R$ 100,00 em parcelas e com todas as refeições inclusas.

Campos do Jordão

O lugar é aprazível. Os mais de 80 apartamentos ficam em meio a hortênsias, muita vegetação e clima agradável. Os três blocos assobradados do prédio abrigam a recepção, sala de leitura com lareira, sala de piano, três salas de TV e biblioteca. Na área externa o hóspede pode desfrutar das quadras de basquete, futebol de salão, vôlei, dos jardins, do pequeno lago e das trilhas para caminhadas no meio de araucárias. O clima frio e seco de Campos do Jordão por si só já é um convite ao desfrute e isso se torna melhor na colônia que é remete ao aconchego, a um bom papo, a uma culinária impecável. Seus apartamentos são muito disputados. Ainda mais agora, no início da primavera e no outono, quando a temperatura é amena, propiciando passeios ao sol pelos vários pontos turísticos da cidade.

Campos do Jordão tem três núcleos principais, a Vila Abernéssia, bairro por onde se adentra a cidade, Vila Jaguaribe e, em seguida, a Vila Capivari. Jaguaribe foi o primeiro a surgir com a fundação da Vila de São Mateus por Matheus da Costa Pinto, em terras adquiridas do brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão que já eram chamadas de Campos do Jordão.

Já Capivari surgiu no início do século pelo planejamento urbanístico do sanitarista Emílio Ribas e hoje é o cartão postal da estância turística. Devido ao clima puro, a cidade era muito procurada por doentes de tuberculose em seu processo de recuperação e por ricos que lá construíram casas de veraneio, muitas com arquitetura típica dos Alpes suíços.

A inauguração do Auditório Campos do Jordão, em 1979, fez com que a cidade se torna um centro cultural, passando a sediar os famosos festivais de inverno. A partir daí inúmeros hotéis de luxo e restaurantes categorizados foram construídos em Campos, sofisticando ainda mais a estância.

Caraguatatuba

Outra colônia na praia. Desta vez no Litoral Norte, entre São Sebastião e Ubatuba. É pequena, contando com apenas 13 chalés e 26 apartamentos, quartos com banheiro privativo. As acomodações são simples e contam com ventilador comum, frigobar e um ponto para TV (que deve ser levada pelo hóspede).

A diária é completa, com café da manhã, almoço, chá da tarde e jantar e na área externa o associado desfruta além do mar, de uma bela piscina. Caraguatatuba tem cerca de 40 km de praias e embora aquela onde fique a colônia tenha água imprópria, andando um pouco o hóspede encontrará pontos ideais para curtir o sol, o mar, a areia macia, caso de Martim de Sá, Prainha, Indaiá, Cocanha e Tabatinga. Em Martim de Sá, ponto de encontro dos jovens, há opções de lazer como o ski-banana e escuna.

Amparo, Lindóia , Socorro e Serra Negra

A colônia, por ficar no bairro de Bocaina, é conhecida por esse nome. Fica em um prédio de dois andares e conta com 40 apartamentos com capacidade para 140 hóspedes. Dispõe internamente de sala de estar, sala de TV, salão de jogos, sala de carteado.

O salão de refeição permite atendimento de 200 pessoas. Há quadra poliesportiva, campo de futebol, pista de cooper, quadra de bocha e bosque com churrasqueiras formando um conjunto completo de 13 alqueires destinados ao lazer. Amparo é o portal do circuito das águas. Fica a 13 km de Serra Negra, 37 de Águas de Lindóia e 30 de Lindóia, 48 de Socorro e 50 de Monte Sião, encravada na montanha e cercada de rios, cascatas, flores na primavera, céu azul e clima agradável.

As águas de suas fontes tem características físico-químicas que a classificam como óligo-minerais-rádio e tório-ativas, indicadas para tratamento de asma, reumatismo, dermatoses alérgicas, diabetes, colites crônicas e litíase biliar e para tratamento de ácido úrico e artrite. A colônia de Serra Negra fica dentro de uma fazenda, com horta, pomar, cavalos e gado. O hotel-fazenda adquirido em 1996, contará em breve com 80 apartamentos e 70 chalés, salão de festas, campo de futebol, lanchonete, churrasqueira e estacionamento, lago para pesca e pedalinho e estacionamento.

A princípio a colônia funciona no conceito fazenda-recreio para turistas de um dia, ou seja, o associado hospeda-se em Amparo, Socorro ou Lindóia e passa o dia na fazenda até que todas as outras acomodações estejam prontas.

Lindóia, por sua vez, fica num camping e é uma colônia especial para os hóspedes que querem maior contato com a natureza. Fica num lugar montanhoso com ar puro, clima agradável, cercado de montes e cachoeiras e rico em nascentes de águas mineirais. Nos finais de semana costuma ser freqüentada por uma média de 400 pessoas que se revezam nas piscinas, nas quadras poliesportivas, no campo de futebol, na quadra de bocha, nos restaurantes e lanchonetes.

A unidade de Socorro também é modesta, contando com 20 apartamentos. É bastante freqüentada pelo público da terceira idade que busca o clima agradável da estância e tranqüilidade plena e águas minerais - a fonte Pompéia é radioativa e mineralizada - e indicada para problemas nos rins, asma e artrite.

Poços de Caldas

A cidade fica no sul de Minas Gerais a 1.196 metros acima do nível do mar e é muito procurada pelos turistas por contar com inúmeras fontes, balneários de águas minerais alcalinas, radioativas, ferruginosas e sulfurosas.

A colônia conta com 45 apartamentos simples - uma cama de casal e outra de solteiro e não dispõe em TV, frigobar e outras mordomias. Apesar disso é muito disputada por pessoas da terceira idade em busca de vida com qualidade e pelos jovens amantes do ecoturismo, de suas trilhas e cachoeiras. Como a colônia fica no centro, o turista, caminhando, pode visitar o Relógio Floral, localizado na Praça Getúlio Vargas com os seus dois metros de diâmetros e um mecanismo eletrônico que faz os ponteiros passearem por um jardim cujas flores delineiam a numeração. Perto também está o Teleférico que leva ao topo da Serra de São Domingos - que também pode ser atingido por carro - e o Cristo Redentor.

Areado

É a mais nova colônia da AFPESP. O prédio, recém inaugurado conta com quatro pavimentos, apartamentos espaçosos, restaurante, cozinha e área de lazer. Areado fica a 120 km de Poços de Caldas e a 30 km de Alfenas. Com 15 mil habitantes, a grande atração da cidade é a represa de Furnas. Areado oferece um artesanato produzido em tricô e tear, além dos doces caseiros comuns em todas as cidades da bacia de Furnas como Alfenas, Alterosa, Carmo do Rio Claro, Altinópolis e Capitólio.

Serviço

Informações sobre as colônias de férias em Bauru junto à Delegacia Regional da AFPESP, que fica na esquina das ruas Azarias Leite e Cussy Júnior, telefone 234-7600.

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