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Parque Jaraguá assiste a desfile "particular"

Sabrina
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 2 mil alunos da escola estadual Professor Ayrton Busch fizeram um desfile à parte, ontem, nas ruas e avenidas do Parque Jaraguá, em Bauru. A comemoração cívica serviu de oportunidade para a reivindicação da implantação do ensino médio na escola, que, atualmente, só atende alunos de 1.ª a 8.ª séries. O desfile atraiu a atenção e ganhou aplausos de todos os moradores por onde passou.

Para nossos alunos, seria muito difícil participar de um desfile no Sambódromo, porque a maioria não tem condições de pagar dois passes para ir e voltar. A escola também não poderia levar todos para lá. Então, resolvemos fazer o desfile na vila mesmo, para que todos os alunos pudessem participar e para que os pais pudessem ver, porque a população também não tem como ir lá ver. Assim, poderíamos comemorar o 7 de Setembro com a escola toda, explicou a vice-diretora, Dirce Maria Rodrigues Ferrasi.

Além de mostrar seu patriotismo e civismo usando fitas e adereços verdes e amarelos, os alunos transformaram o desfile em uma manifestação. Por meio de faixas e cartazes, eles reivindicaram salas de informática, uma quadra de esportes e a implantação do ensino médio na escola. Também repudiaram a injustiça social, o preconceito, a violência, enaltecendo a educação e a cultura.

O protesto parece ter dado resultado, pois, segundo a vice-diretora, o dirigente regional de Ensino, Jair Sanches, teria informado, ainda ontem, que a escola terá o ensino médio, a partir do ano que vem. Com isso, os pedidos de sala de informática e quadra esportiva seriam, conseqüentemente, atendidos, na opinião dela.

Eu só acredito, vendo. Só acredito quando começarem as matrículas, porque o prédio da escola é pequeno. Foi prometida uma ampliação e, até agora, não houve. Então, só acredito, vendo, afirmou a professora Francis Cortes Salgueiro.

Apoio

De acordo com Salgueiro, a escola já havia feito outros desfiles no próprio bairro anteriormente, mas parou, nos últimos anos, por falta de incentivos. Agora, com o apoio da comunidade, deveremos retomar todos os anos. A fanfarra, por exemplo, é da escola de samba Azulão do Morro. A maioria deles estuda na escola e nós pedimos para eles ensaiarem uma fanfarra para o desfile. Eles fizeram isso em um mês e nós ensaiamos as crianças no período de aulas, contou.

A iniciativa deu certo, pois os alunos compareceram em massa ao desfile, organizados em vários blocos temáticos, ressaltando as belezas naturais do País, a importância do café e da cana no desenvolvimento econômico e os símbolos nacionais. Por onde passava, o desfile atraía moradores e, em pouco tempo, filas paralelas foram se formando para seguir os alunos. Ao final do desfile, havia um bloco extra, composto pelos pais de alunos e moradores do bairro.

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