Fernando Henrique, o gerente da globalização no Brasil, relançou pela mídia um outro grito de independência: exportar ou morrer! Exportar o quê, para quem e com qual objetivo e benefício?, deveriam perguntar todos os brasileiros lúcidos.
Nos tempos coloniais, a brutal e incompetente elite portuguesa nos impôs a escravidão de índios e negros e a miséria dos brasileiros que não eram cortesãos, enquanto a maior parte das riquezas daqui retiradas financiou o desenvolvimento inglês. Depois que nos separamos de Portugal, capitalistas ingleses e norte-americanos, sucessivamente, retomaram a dominação sobre o País, ao ponto de determinarem as ações do governo e o rumo interno e externo do Brasil.
O FMI manda FHC mudar a Constituição, ele muda. O Banco Mundial exige acabar com os direitos dos trabalhadores, FHC acata. O presidente dos Estados Unidos ordena que FHC pague a dívida externa com o dinheiro da saúde, da educação, da produção de energia elétrica. Para cumprir a ordem do patrão, ele deixa o povo sem atendimento, humilha os professores e sucateia as escolas, deixa o País na escuridão... Com FHC e seu grupo neoliberal, o povo vive sob o domínio da politicagem sórdida, da corrupção, da recessão econômica e da violência social.
O Brasil só será independente de fato quando houver justiça, trabalho, renda, saúde e educação. Quando houver terra e dignidade para os agricultores, casa boa e barata e transporte público decente, aposentadoria justa para os velhos, perspectiva para os jovens e segurança social para todos cidadãos.
Enfim, um Brasil que pertença verdadeiramente ao seu povo, dono de seu próprio destino, capaz de rejeitar a globalização neoliberal e ajudar a construir um mundo mais solidário, sem exclusão, sem guerras e injustiças. É preciso por fora daqui o FHC e o FMI e devolver o Brasil para os brasileiros! (Geraldo Bérgamo - professor da Unesp e dirigente do PC do B)