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Zona Leste enfrenta falta de água

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A bomba do poço que abastece oito bairros da região do Mary Dota queimou ontem à tarde. DAE pede economia.

Ainda com os reservatórios abaixo do nível normal, conseqüência da interrupção de produção pela Estação de Tratamento de Água (ETA), anteontem à noite, por causa da coloração da água do rio Batalha, ontem à tarde foi constatada que uma bomba queimou na região do Núcleo Mary Dota, o que deve prejudicar o abastecimento de vários bairros da região.

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) não estimou quantas pessoas podem ficar sem água, mas informa que a bomba queimada abastecia moradores do Núcleo Mary Dota, Núcleo Beija-Flor, Vila Santa Luzia, Jardim Eldorado I, Jardim Flórida, Jardim Mendonça, Jardim Chapadão e Parque Rossi. A autarquia previa falta dágua nesses bairros a partir da madrugada de hoje, até amanhã. A troca da bomba, de acordo com o DAE, exige mobilização de equipamento especial, por isso só começará a ser feita na manhã de hoje. A autarquia pede aos moradores que têm água em suas caixas dágua que economizem o produto. O DAE ainda não conhecia, ontem, os motivos que causaram o problema.

A previsão do abastecimento voltar ao normal é durante a madrugada de sexta-feira. A produção de água da ETA foi interrompida anteontem à noite e só retomada em sua capacidade total ontem à tarde, o que causou a redução no nível dos reservatórios. Anteontem à noite, funcionários da ETA perceberam que a água captada no Batalha estava com uma coloração esbranquiçada, que mesmo após todo o processo de tratamento continuava escura.

Sem saber o que estava alterando a coloração da água do Batalha, o DAE decidiu parar a captação. Ontem, à medida que a cor da água do Batalha voltava ao normal, as três bombas de captação dágua foram sendo religadas. Para investigar a causa da alteração da cor da águas, uma equipe do DAE subiu o rio ontem, até encontrar uma represa estourada, no município de Agudos.

A coloração esbranquiçada da água do Batalha, de acordo com o DAE, ocorreu por causa da represa ter estourado. A argila das margens da barragem foi arrastada para o rio. A Polícia Florestal esteve no local para investigar se a mudança de tonalidade da água no Batalha foi ou não decorrente de crime ambiental. Até ontem à tarde, o proprietário da propriedade rural onde foi construída a barragem rompida, não havia sido localizado. A Polícia Florestal quer saber se a represa foi construída com ou sem autorização do órgão competente.

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