Em novembro de 1998, tive o prazer de acompanhar meu irmão e minha cunhada aos Estados Unidos para um passeio turístico de 10 dias por Nova York e Washington. Conhecemos de perto os dois locais atacados por terroristas na data de ontem: o Pentágono e as Torres Gêmeas do World Trade Center. O mundo ficou chocado não só pela violência dos atentados, mas principalmente, pela vulnerabilidade daquele que é considerado o maior país do mundo. Não fiquei surpreso com a facilidade com que os terroristas agiram. Muito pelo contrário. A segurança lá não impressiona em nada. Lugares como as Torres Gêmeas não possuem nada além de meros detectores de metais nas suas portas de entrada, assim como os aeroportos. Detectores iguais aos que temos em bancos aqui no Brasil e que vivem falhando.
Os EUA e o seu capitalismo desenfreado exploram o turismo ao máximo e, desde que se pague o ingresso, não há nenhuma dificuldade em entrar no Empire State, nas Torres Gêmeas, na Estátua da Liberdade, na ONU, na Casa Branca (sim!!! se pode entrar dentro dela!!), na Suprema Corte de Justiça e no próprio Pentágono. Faltava apenas terroristas ousados o suficiente para tomarem uma atitude radical e extremista como a que houve. Os EUA não estão com essa bola toda quanto à segurança, não. Infelizmente, precisou serem disperdiçadas mais de 10 mil vidas para o mundo ficar sabendo disso. (Daniel Corrêa - OAB/SP 184.887)