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Eu estive lá: Poços de Caldas

(* ) José Perea Martins
| Tempo de leitura: 4 min

Há tempos não íamos a Poços de Caldas. Conversamos com alguns amigos e decidimos ir de carro. De início, era um carro, depois dois, depois três... Então alguém comentou: por que não vamos com um micro-ônibus? Calculamos o custo, fizemos uma cotação e contratamos um micro do Expresso de Prata, com geladeira, ar condicionado, som, vídeo, semi-leito para 24 pessoas. Fomos em 18 adultos e duas crianças. Saímos às 7 horas do dia 24 (sexta-feira). Chegamos lá às 11h40. Hospedamo-nos no famoso e colossal Hotel Pálace, o qual ocupa quase uma quadra inteira, ao lado da famosa praça Pedro Sanches, no Centro da cidade. Almoçamos e, às 14 horas, saímos para um city-tour, com guia local, e visitamos o Recanto Japonês, a Cascata das Antas, o Véu da Noiva, o centro comercial e subimos até o morro do Cristo Redentor (situado a 1,6 mil metros de altitude). Visitamos também algumas lojas de fábricas de cristais, doces e vinhos.

Jantamos no próprio hotel e, à noite, alguns foram visitar a festa anual do UAI, onde foram apresentados shows de diversos artistas. No sábado de manhã, alguns subiram até o morro do Cristo Redentor, em teleférico. A tarde foi livre. Domingo pela manhã, visitamos e passeamos, na praça junto do hotel, onde acontece a famosa feira de arte e artesanato local. Após o almoço, no hotel, regressamos a Bauru, parando um pouco em Águas da Prata para tomarmos suco e saborearmos curau e bolo de milho. Às 18h30, chegamos com muita satisfação de termos podido fazer mais uma viagem em companhia de pessoas amigas.

A cidade

Poços de Caldas, situada no Sul de Minas Gerais, possui 160 mil habitantes. Foi construída no topo de um vulcão extinto. Sua altitude sobre o nível do mar é de 1.196 metros. Possui diversas fontes e balneários de águas minerais alcalinas, radiativas, ferruginosas, sulfurosas, etc. Suas principais termas são: Antônio Carlos, Doutor Mário Mourão, Country Clube, Monjolinho. Seu comércio (regional) é bastante diversificado. Ao todo são 16 ruas comerciais amplas e limpas, mas se pode passear por elas com charretes. Possui mais de 100 edifícios com mais de 10 andares.

Poços de Caldas é famosa por suas atrações turísticas. Pena que não se pode ver ou conhecer todas elas em apenas dois dias. Eis algumas atrações: Grande Feira de Artes e Artesanatos na Fepasa (antiga estação ferroviária); forrós e bingos recreativos no Sesc, Mercado Municipal; Parque Temático Water World, Cristais, Galerias, Relógio Floral; Relógio do Sol; Fábricas de sabonetes; Casa da Cultura; Centro Cultural; Fonte dos Amores; Recanto Japonês; Represa Saturnino de Brito; Cristo Redentor; represa Bortolan; Pedra Balão; Véu da Noiva; Museu Histórico e Geográfico, além de suas termas e balneários.

A praça

No coreto da Praça Pedro Sanches, todas as sextas, sábados e domingos, das 19 às 22 horas, apresenta-se a famosa banda do maestro Azevedo, tocando todos os tipos de chorinhos. O público dança ao lado do coreto. Nos domingos de manhã, a banda também se exibe, durante a realização da feira regional, onde expõem seus produtos cerca de 556 artesãos cadastrados. Todas as barraquinhas são uniformes, são iguais, o que dá um colorido especial no local.

O Hotel Palace

É o mais famoso e grande da cidade. Possui 186 apartamentos. O hotel foi construído em 1928 e tombado pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Turístico, em 9 de junho de 1985. Possui balneário próprio, restaurante, lanchonete, scotch bar, sala de TV, salão vermelho para festas, salão de jogos, piscina térmica, em estilo romano, com água medicinal. Nos apartamentos frigobar, TV a cabo, banheiras com águas medicinais, etc.

O trem bala

O trem bala, composto de dois automotrizes, corre sobre um monotrilho numa altura de cinco a oito metros sobre o Ribeirão de Caldas, ao lado da Av. João Pinheiro, no centro da cidade. Seu percurso é de seis quilômetros. Inicia no Terminal Rodoviário Urbano, no centro, próximo do Mercado Municipal e vai até o Terminal Rodoviário Intermunicipal, com diversas estações intermediárias espalhadas pelo percurso. Teve sua construção iniciada no ano de 1985 e foi inaugurado no dia 18 de agosto do ano passado. Funcionou pouco tempo: somente dois meses! É que as pequenas árvores plantadas junto ao ribeirão, na década passada, cresceram e ultrapassaram a altura do monotrilho. As folhagens e galhos das árvores entram nas engrenagens do trem e atrapalham a sua frenagem, criando, assim, o problema de descarrilhamento, como aconteceu no mês de outubro, ferindo diversos passageiros. A solução é cortar ou podar radicalmente as árvores, em todo o percurso. Acontece que o Ibama não quer autorizar. Por consequência, aquela obra útil e turística teve de parar. Até quando não se sabe...

(*) José Perea Martins é bauruense.

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