Em 11 depoimentos, com exceção de um, técnicos da autarquia aprovaram a perfuração do poço de reservação sem licitação.
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura possíveis irregularidades em contratações feitas pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) na atual Administração completou, ontem, a segunda fase dos depoimentos. Depois de ouvir oito ex-presidentes do DAE, a CEI recebeu o depoimento de 11 membros do corpo técnico da autarquia. Com exceção de Coaracy Domingues, que considerou uma medida errada a perfuração do poço Roosevelt II sem licitação, os demais depoentes avalizaram a ação. Para 10 dos servidores do DAE que prestaram depoimento ontem, a perfuração do poço caracterizou emergência.
Prestaram depoimento ontem, Alceu dos Santos Ramalho, Ana Neri Kanabara, Coaracy Domingues, Fábio Machado Randi, Isaar Almeida, Ivaldo Bressan, José Brazoloto, Nilcéia de Fátima Paes Lourenço, Nucimar B. Paes, Paulo Roberto C. Siecolo e Wilson Dionísio. Os depoimentos tiveram início às 13 horas, terminando às 20h15. Ao cumprir o cronograma de ouvir todos os integrantes do corpo técnico do DAE, a comissão de vereadores contou com participações de caráter meramente protocolares. Ou seja, alguns depoentes tiveram pouco ou praticamente nada a colaborar com a comissão, ou por não terem participado do processo de perfuração do poço Roosevelt ou porque são servidores de outras áreas de atuação do DAE.
A CEI iniciou os depoimentos por Alceu dos Santos Ramalho que, a exemplo de outros servidores, pouco sabia sobre o processo de perfuração do poço Roosevelt I e II. Em seguida, Ana Neri Kanabara comentou que o processo para a perfuração do Roosevelt II teve início formal em 13 de abril de 1999, enquanto que o servidor Wilson Dionísio solicitou cinco orçamentos para o levantamento de custo da obra com cinco empresas alguns dias antes. Segundo ela, os diretores de área usavam do expediente de levantar orçamentos na gestão de Flávio Uchoa para facilitar o presidente na avaliação de contratação. Ana Neri também disse que a decisão de contratar a empresa Hidrogeo foi uma análise financeira de responsabilidade do diretor da área na época, Elpídio Cristino Lima.