O prefeito decretou estado de calamindade pública e espera ajuda estadual para iniciar a recuperação dos imóveis.
Avanhandava - Vento e granizo levaram pavor e causaram grande destruição no começo da noite de anteontem em Avanhandava, na região de Promissão. Cerca de 100 pessoas foram levadas para alojamentos de duas escolas, depois que suas casas ruíram ou tiveram a estrutura comprometida. O prefeito do município, Antonio Calixto Portella (PDT) decretou estado de calamidade pública e já acionou o Governo do Estado, reivindicando ajuda para recuperar os estragos.
Foram cerca de 30 minutos de um vento muito forte e chuva de granizo, disse o vice-pefeito Márcio Roberto Duran (PDT). Muitas árvores foram arrancadas e ficaram espalhadas pela cidade. Muros caíram, em alguns casos, inteiros. Pelo menos oito casas foram totalmente destruídas e várias outras sofreram abalos na estrutura. O cemitério também foi bastante atingido, com parte do muro desabando e túmulos danificados.
Pelos cálculos da Polícia Militar, umas 50 pessoas ficaram feridas e receberam atendimento médico. De acordo com o sargento Norato, felizmente os ferimentos não foram tão graves. Representantes da Defesa Civil, de Penápolis, estiveram em Avanhandava ontem analisando os estragos que ainda não foram totalmente contabilizados.
Imóveis que tinham coberturas mais altas foram bastante prejudicados, como é o caso de posto de combustível e barracões que abrigam olarias. Segundo o vice-prefeito Duran, no caso das cerâmicas, além de danos nos barracões houve grande pejuízo com danos nas telhas que estavam em processo de fabricação ou em depósitos.
Durante o temporal, a cidade ficou sem energia elétrica, o que se estendeu até a madrugada, dificultando ainda mais o socorro às vítimas. Avanhandava tem cerca de 9 mil habitantes e tem a economia baseada principalmente na cultura da cana-de-açucar. Pessoas interessadas em ajudar as vítimas devem entrar em contato com o Fundo Social do Município.