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Usuário é adolescente masculino freqüentador de festas country

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Após constatar a existência e a venda do tabaco de mascar em Bauru, a pesquisa foi a campo para descobrir o perfil dos usuários e os seus principais locais de consumo.

Ao todo, foram entrevistados 129 usuários do tabaco de mascar, encontrados nos mais variados ambientes, como em aulas de hipismo e laço, campeonatos de laço, leilões de gado, exposições agropecuárias, rodeios, escolas agrícolas e em lojas especializadas de artigos country.

Os usuários são basicamente adolescentes do sexo masculino (apenas 6% eram mulheres), brancos, com escolaridade média, freqüentadores de ambientes country e o mais estarrecedor: a maioria dos pais tem conhecimento do hábito do filho.

Mais do que identificar o perfil dos que o consomem, as entrevistas apontaram os motivos que levaram os jovens a iniciar o consumo. Responsável pelas entrevistas, a formanda Raquel Huesne destaca que a influência dos amigos e a curiosidade são os principais motivos. Algumas meninas usavam por causa de seus namorados e outras foram estimuladas durante os rodeios, conta, para depois complementar: Argumentos como o produto ser gostoso e da hora também foram citados. Outros falaram que faz parte da vida de peão e porque é sertanejo. Outro justifificou dizendo que o avô sempre usava e seus dentes sempre foram bons.

Além da influência dos amigos e da vontade de conhecer o produto, os jovens também são incentivados pelos principais garotos-propaganda do tabaco sem fumaça nos Estados Unidos: os esportistas. É comum ver nos jogos de beisebol, basquete e futebol americano os atletas mascando e cuspindo o produto, revela o orientador.

Suzana lembra que alguns jovens usam o tabaco na busca de sua auto-afirmação masculina. A busca pela macheza(sic) também é uma das razões que levam o adolescente a usar o produto. Isso se reflete até pelo número de usuários homens, que foi muito maior que o de mulheres.

Outro ponto avaliado pela pesquisa foi o tempo de permanência do produto na boca. A maioria dos jovens entrevistados ficava, em média, de 5 a 30 minutos com o tabaco na boca, mas também foram constatados casos de adolescentes cujo período só foi possível verificar em horas. Alguns revelaram permanecer (com tabaco) até 5 horas na boca, alerta Consolaro.

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