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APOIO AO TERROR

Pedro Romualdo
| Tempo de leitura: 2 min

Eu imaginava que o apoio local ao terrorismo se limitava ao chefe dos tucanos em Bauru, deputado Pedro Tobias (ver JC de 26/8), mas me enganei. Infelizmente, vejo outros tucanos-de-bico-dourado tentando justificar o ato insano cometido na última terça-feira. São da linha que ainda acreditam que o terrorismo seja a política feita de outra maneira. Não era bem isso que Carl Von Clausewitz afirmava em seus conceitos, mas esta é outra história. De certa maneira, o pensamento de alguns tucanos bauruenses segue a linha do governo FHC, pois, no Brasil do PSDB, milhares de pessoas morrem de fome (eu disse fome), que é uma forma de terror mais infame, e não vejo nenhum governista reclamar disso.

Os Estados Unidos acabaram pagando com milhares de vida do seu povo por toda a raiva contra seu imperialismo sem limites, sua ilimitada capacidade de guardiões da liberdade. Ações que a política exterior do governo FHC aprova e diz amém. É esse neoliberalismo selvagem, atuando pela globalização da miséria, que provoca atitudes como essa. Os 340 bilhões de dólares gastos pelos EUA em armas (que beneficiam até quem possivelmente fez o atentado), poderiam ser empregados de forma diferente, em busca de soluções dos problemas globais.

Sendo a nação mais poderosa do Planeta nos dias atuais, os Estados Unidos sempre acharam que todo o seu poderio bélico, da mais alta tecnologia, poderia dissuadir todo aquele que porventura quisesse, um dia, atentar contra o seu território. Hoje, infelizmmente, sabem que não é bem assim. Quando não são seus próprios filhos que cometem atentados em seu próprio seio, os EUA vêem a Pax Americana ferida, entre os escombros do mais alto símbolo econômico e militar, desabar aos olhos de milhões de telespectadores.

Nada justifica a barbárie e a morte de milhares de trabalhadores inocentes. Isto pode fazer sentido somente àqueles que apóiam o terrorismo desmedido, em qualquer sentido, independente das conseqüências. Mas fere o coração daqueles que ainda acreditam na possibilidade de, um dia, existir a tão sonhada paz mundial.

(Pedro Romualdo)

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