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Responsabilidade Social forma um novo retrato das organizações brasileiras

(*) Lívio Giosa
| Tempo de leitura: 2 min

Quando, em 1995, tive o primeiro encontro com o Betinho e ouvi dele, com todo o entusiasmo e certeza, os objetivos do programa Ação da Cidadania Contra a Fome e a Miséria, percebi o enorme papel transformador que essa atitude desencadearia no Brasil.

No coração de todos que ouviam suas explanações estava sendo plantada uma semente que germinaria o fruto do mundo melhor.

Lá fora, em outros países, a Responsabilidade Social já era referência de novas atitudes desencadeadas pelas empresas e pelas organizações, embaladas pelo crescimento do Terceiro Setor.

De lá para cá, as empresas brasileiras, os seus colaboradores internos e a sociedade como um todo aprenderam muito. Cidadania, ética, respeito ao cliente, qualidade e solidariedade passaram a ser palavras presentes nas conversas cotidianas, individualmente, e nas mesas de trabalho. Hoje, temos um novo retrato do Brasil e as organizações brasileiras já incluem o item Responsabilidade Social em seu planejamento estratégico.

As empresas estão fazendo parte deste novo contexto social como agentes interlocutores das comunidades mais carentes. Assim, muitas organizações perceberam que a sua missão vai além da lucratividade, pois não adianta mais ser uma ilha de riqueza cercada de problemas sociais, além de sua janela. Milhares de grupos de voluntários se formam, dentro e fora dos portões destas organizações. Esta é a demonstração de que o Brasil está vivendo uma verdadeira revolução social que atinge todos os seus parâmetros, da conscientização à ação.

Tudo isto demonstra que a Responsabilidade Social mexe com a alma das organizações e as transforma, atinge o voluntariado interno, melhora a sua imagem institucional, entra em sintonia com a comunidade, serve de exemplo e é relevantemente percebida.

Mas ainda há muito por vir desta surda aliança pela inclusão social. Olhe, agora, ao seu redor. Acredite no seu poder de transformar e faça já a sua parte. Os herdeiros do futuro agradecem.

(*) Lívio Giosa - Coordenador geral do IRES - Instituto ADVB de Responsabilidade Social

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