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ESTOU VIVA!

Kelly Gallo
| Tempo de leitura: 2 min

Oi para todos!

Este e-mail vai para agradecer às pessoas que me ligaram depois da tragédia do World Trade Center. É superbom saber que tenho amigos e parentes aí que se preocuparam comigo.

Felizmente, eu estou bem e intacta fisicamente pela tragédia. Emocionalmente, vai levar tempo pra poder entender e aceitar o que aconteceu na nossa cidade. As conseqüências serão devastadoras para todos nós, não só em Nova York mas em todo o país. Hoje eu estou trabalhando com a Red Cross juntando doações de comida, bebida, dinheiro e doadores de sangue. Meu restaurante está cozinhando para os voluntários e vítimas o dia todo e amanhã estaremos fazendo o mesmo. A única coisa positiva de tudo isso é ver como as pessoas estão respondendo e tentando fazer tudo que esteja ao alcance para ajudar as vítimas. Apesar de eu estar envolvida o máximo que posso em ajudar fica difícil não se sentir inútil.

As ruas de Nova York não são as mesmas, as pessoas não são as mesmas e não serão por um bom tempo. Para as pessoas que não sabem onde eu vivo, meu apto. tem a vista de Manhattan e eu vi a WTC Tower desabando do teto do meu prédio. Foi a pior e mais assustadora visão da minha vida, especialmente porque quando você presencia algo assim tão de perto, o que você está vendo não é um prédio desabando mas milhares de vidas que se perderam como resultado e pensar em todas as famílias que estão em suas casas e outras áreas da cidade sem saber se os esposos, pais, irmãos, filhos e amigos que se encontravam na área afetada estão vivos. Eu ainda não sei e não saberei por alguns dias se alguns dos meus conhecidos foram afetados de qualquer maneira pelo ataque e o mesmo está passando com muita gente. Ainda não dá pra saber e essa expectativa é deprimente.

Desculpe se estou falando muito, mas eu queria compartir com vocês um pouco do sentimento que, hoje, envolve Nova York. Mais uma vez, obrigada pela preocupação e pelos telefonemas que recebi. Fiquem com Deus e mandem uma prece a todas as vítimas que se perderam e às que sobreviveram à tragédia. Com muito carinho, (Kelly Gallo).

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